sexta-feira, 22 de agosto de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 13,44-46 - 23.08.2014 - Vende todos os seus bens e compra aquele campo.

Pai,
que eu seja decidido e rápido
em desfazer-me do que me impede
de acolher plenamente o teu Reino.
Que meu coração nunca se apegue
a coisa alguma deste mundo.
Branco. Santa Rosa de Lima, virgem, Festa

Evangelho - Mt 13,44-46

Vende todos os seus bens e compra aquele campo.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13,44-46

Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
44'O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo.
Um homem o encontra e o mantém escondido.
Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens
e compra aquele campo.
45O Reino dos Céus também é como um comprador
que procura pérolas preciosas.
46Quando encontra uma pérola de grande valor,
ele vai, vende todos os seus bens
e compra aquela pérola.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 13, 44-46

O Evangelho de hoje nos mostra a parábola na qual Jesus compara o Reino de Deus com um tesouro e com uma pérola. A comparação com o tesouro nos mostra o valor que o Reino de Deus deve ter nas nossas vidas, um valor que não pode ser superado por nenhum outro valor deste mundo. A pérola nos mostra a preciosidade inigualável que é o Reino de Deus para todas as pessoas. E tanto o valor como a preciosidade do Reino de Deus significam que todas as outras coisas perdem sua importância diante dele e só têm sentido enquanto contribuem para que o homem possa chegar até Deus.
Fonte CNBB



REINO DO CÉU É COMO UMA PÉROLA Mt 13,44-46
HOMILIA

Nas duas mensagens deste Evangelho Jesus nos apresenta o reino dos céus como algo muito valioso que alguém busca e, encontra. Nas duas situações, também, o reino desperta em quem o encontrou sentimento de alegria e felicidade assim como a decisão de vender todos os bens que possui para apossar-se daquele tesouro. Assim, portanto, podemos deduzir que o reino dos céus é, para nós, a felicidade que buscamos durante a nossa caminhada neste mundo. Desde a nossa mais tenra idade quando chegamos aqui e ainda nem tínhamos nenhuma noção de nada, nós buscamos “coisas” que possam nos alegrar, dar prazer e agradar a nossa humanidade.
Por isso, saímos à procura da felicidade nos mais diversos lugares, nas ocasiões e situações que nos atraem, assim como também no amor das pessoas, na realização profissional, no sucesso nos empreendimentos, etc. Alcançamos muitas metas, galgamos cargos, amealhamos dinheiro, mas nem sempre tudo isso nos alegra ou nos faz ser feliz. Um dia nós percebemos que alcançamos o reino da terra, mas estamos longe do reino do céu. Acontece que o reino dos céus não pode ser achado fora de nós, nas coisas que encontramos no nosso exterior. Ele é como um tesouro que está escondido dentro do nosso coração no meio do campo da nossa humanidade ou uma pérola preciosa que é buscada por nós, mas que só será encontrada se nos encontrarmos conosco mesmo.
Quando nós descobrimos que dentro de nós há a riqueza do reino de Deus, do amor do céu, aos pouquinhos nós vamos deixando de lado os valores que nos prendem à vida material, a qual nós tocamos e enxergamos, para nos apossar da riqueza invisível, que gera, amor, paz, alegria, consolo, fortaleza, mansidão, compreensão, esperança, vitória, felicidade, mesmo no meio das dificuldades. Aí então, nós experimentamos uma mudança de vida e de atitude que nos faz ser feliz na vivência das coisas mais simples. O reino de Deus, então, pode ser entendido como um processo de conversão, de mudança e transformação firme e gradual que vai se manifestando no nosso modo de ser e de agir. Dessa forma nós vamos descobrindo que aquilo que tanto buscávamos e procurávamos, na verdade, só acontece na medida em que caminhamos na trilha que o Evangelho nos desvenda. Seguindo esse caminho percebemos também, que o dom da Misericórdia acompanha a nossa caminhada e as nossas ações e nos tornamos pessoas mais compreensivas, mais amorosas e mais comunicativas.
Você também tem buscado a felicidade? – Você já sente em você as primícias do reino de Deus? – Você já tem vislumbrado a pérola e o tesouro que tem no seu coração? – Onde está o reino dos céus? – Quais são os sentimentos que você guarda no seu coração?
Pai, que eu seja decidido e rápido em desfazer-me do que me impede de acolher plenamente o teu Reino. Que meu coração nunca se apegue a coisa alguma deste mundo.
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Lc 1,26-38 - 22.08.2014 - Eis que conceberás e darás à luz um filho.

Pai,
plenifica-me com tua graça,
como fizeste com Maria,
de forma que eu possa ser fiel como ela
ao teu desígnio de salvação para a humanidade.
Branco. Nossa Senhora, Rainha, Memória

Evangelho - Lc 1,26-38

Eis que conceberás e darás à luz um filho.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,26-38

Naquele tempo:
26O anjo Gabriel foi enviado por Deus
a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27a uma virgem, prometida em casamento
a um homem chamado José.
Ele era descendente de Davi
e o nome da virgem era Maria
28O anjo entrou onde ela estava e disse:
'Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!'
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a
pensar qual seria o significado da saudação.
30O anjo, então, disse-lhe:
'Não tenhas medo, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.
31Eis que conceberás e darás à luz um filho,
a quem porás o nome de Jesus.
32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo,
e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi.
33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó,
e o seu reino não terá fim'.
34Maria perguntou ao anjo:
'Como acontecerá isso,
se eu não conheço homem algum?'
35O anjo respondeu:
'O Espírito virá sobre ti,
e o poder do Altissimo te cobrirá com sua sombra.
Por isso, o menino que vai nascer
será chamado Santo, Filho de Deus.
36Também Isabel, tua parenta,
concebeu um filho na velhice.
Este já é o sexto mês
daquela que era considerada estéril,
37porque para Deus nada é impossível'.
38Maria, então, disse:
'Eis aqui a serva do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra!'
E o anjo retirou-se.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB



Reflexão - Lc 1, 26 - 38

Jesus se insere na história da humanidade e, ao fazê-lo, também passa a ter uma história. Ele é verdadeiramente homem e assume em tudo a condição humana, menos o pecado Ao comemorarmos a Imaculada Conceição da Virgem Maria, estamos comemorando um fato da história do próprio Cristo, pois a Imaculada Conceição de Maria está condicionada ao nascimento de Cristo, uma vez que Deus estava preparando o ventre digno de receber seu próprio Filho. Com isso, podemos perceber a ação do Deus que é Senhor da história e que, agindo na própria história da humanidade, conta com a colaboração de todos para a realização do seu plano.
Fonte CNBB



MARIA DO SIM Lc 1,26-38
HOMILIA

“Que a paz esteja com você, Maria! Você é muito abençoada.”! Com essa expressão o anjo se dirigiu a Maria e anunciou advento do Filho do Altíssimo, o qual reinaria eternamente segundo o plano de Deus para a redenção da humanidade. Porque conhecia as Escrituras e confiava na promessa do Pai, Maria submeteu-se a ação do Espírito Santo e deu o seu sim para que a humanidade fosse redimida. O sim de Maria trouxe-nos Jesus. As mesmas palavras que o anjo dirigiu à Mãe de Jesus nos são dirigidas também, hoje, quando somos escolhidos a cooperar na edificação do reino de Deus aqui na terra: “Não tenhas medo,… porque encontraste graça diante de Deus!”
No Evangelho de hoje três aspectos me chamaram a atenção: a Fé de Maria que não questiona a vontade de Deus transmitida pelo anjo, o conteúdo da mensagem do anjo e a obediência expressa na resposta: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.”
            Maria recebeu o dom da divina maternidade porque teve fé e pela fé se torna felizarda. O nascimento de Jesus é obra da intervenção de Deus, pois Maria concebe sem conhecer homem algum. Aquele que vai iniciar nova história surge dentro da história de maneira totalmente inédita.
            0 título Filho de Deus, associado à ostentação de poder, foi atribuído aos faraós e a outros chefes de nações ou impérios, além de ao próprio rei Davi.  Muitos discípulos de Jesus se inclinaram a essa interpretação. Jesus, contudo, sempre se colocou em relação de filiação com o Deus Pai, misericordioso e todo amoroso. Filho de uma jovem pobre e de um carpinteiro, Jesus revela-se como o Filho de Deus humilde e solidário com os pobres e excluídos, aos quais deseja comunicar a vida divina.
            Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra. Palavras muito simples mais que atraem responsabilidade. Pois doravante aquela pobre menina vai ser depositária dos desígnios de Deus. Deus entra no tempo por meio do sim de Maria que se coloca como escreva ao serviço do seu senhor 24 horas por dia.
Assim como precisou de Maria, Deus precisa de cada um de nós para introduzir o Seu reino nas famílias do mundo. Todos nós somos escolhidos para nos submeter à ação do Espírito Santo e assim conceber Jesus no nosso coração. Por isso, precisamos estar sempre disponíveis a fazer a vontade do Pai que quer realizar em nós coisas admiráveis a fim de que sejamos também cheios de graça. Maria é um exemplo de humildade e obediência ao Pai. Devemos aprender com Maria a darmos sempre o sim a Deus acolhendo com humildade a Sua vontade sobre nós e nossas comunidades.
Maria, Mãe de Jesus e minha mãe. Ensinai-me a dizer e viver o meu sim a Deus para que pelo meu sim eu possa continuar dando à luz a Jesus através das minhas palavras e obras aos meus irmãos.
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 22,1-14 - 21.08.2014 - Convidai para a festa todos os que encontrardes.

Pai,
tendo respondido ao teu convite
para ser discípulo do Reino,
desejo conformar toda a minha vida
ao teu querer sendo fiel a ti.
Branco. 5ª-feira da 20ª Semana Tempo Comum
S. Pio X Pp, memória

Evangelho - Mt 22,1-14

Convidai para a festa todos os que encontrardes.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 22,1-14

Naquele tempo:
Jesus voltou a falar em parábolas
aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo,
2dizendo: 'O Reino dos Céus é como a história do rei
que preparou a festa de casamento do seu filho.
3E mandou os seus empregados
para chamar os convidados para a festa,
mas estes não quiseram vir.
4O rei mandou outros empregados, dizendo:
`Dizei aos convidados: já preparei o banquete,
os bois e os animais cevados já foram abatidos
e tudo está pronto. Vinde para a festa!'
5Mas os convidados não deram a menor atenção:
um foi para o seu campo, outro para os seus negócios,
6outros agarraram os empregados,
bateram neles e os mataram.
7O rei ficou indignado e mandou suas tropas para matar
aqueles assassinos e incendiar a cidade deles.
8Em seguida, o rei disse aos empregados:
`A festa de casamento está pronta,
mas os convidados não foram dignos dela.
9Portanto, ide até às encruzilhadas dos caminhos
e convidai para a festa todos os que encontrardes.'
10Então os empregados saíram pelos caminhos
e reuniram todos os que encontraram, maus e bons.
E a sala da festa ficou cheia de convidados.
11Quando o rei entrou para ver os convidados, observou
ali um homem que não estava usando traje de festa
12e perguntou-lhe: `Amigo,
como entraste aqui sem o traje de festa?'
Mas o homem nada respondeu.
13Então o rei disse aos que serviam:
`Amarrai os pés e as mãos desse homem
e jogai-o fora, na escuridão!
Ali haverá choro e ranger de dentes'.
14Por que muitos são chamados, e poucos são escolhidos.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB



Reflexão - Mt 22, 1-14

A proposta de Jesus é feita para todas as pessoas de boa vontade, mas exige resposta incondicional e adesão aos valores do Reino e ao seu projeto. Muitos valores da sociedade atual apresentam-se como concorrentes aos valores do Reino e fazem com que outras escolhas sejam possíveis, assim como a possibilidade de rejeição do projeto de Cristo. Mas também acontece que algumas pessoas dão a sua adesão ao projeto de Jesus, no entanto se tornam pessoas divididas porque não conseguem deixar os valores anteriores e a suas vidas são caracterizadas pela duplicidade. Essas pessoas participam do banquete, mas as suas vestes não são apropriadas.
Fonte CNBB



O REINO DOS CÉUS É COMO UMA FESTA Mt 22,1-14
HOMILIA

Esta parábola das bodas, registrada somente por Mateus, foi proferida por Jesus, em Jerusalém, em sua última semana de vida sobre a terra. Essa última semana de vida de Jesus, em Jerusalém, foi de conflito contra todos os líderes religiosos: sacerdotes, escribas, fariseus, anciãos do povo. Na verdade, o mentor desta guerra contra Jesus era Satanás que queria se opor ao plano de Deus.
            Na parábola das bodas, Jesus fala que o reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho e enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas. Estes, porém, não quiseram vir mesmo depois que o chamado foi renovado, com a observação de que tudo já estava preparado. Houve não só manifestação de indiferença como também até uso da violência contra os servos do rei, alguns dos quais chegaram a ser mortos. O rei, então, enfurecido, mandou seus exércitos, destruiu os homicidas e incendiou a cidade, tendo, então, chamado pessoas de fora dos limites da cidade para participar das bodas, sendo, então, recolhidos bons e maus. Com a festa nupcial cheia de convidados, o rei foi observar os convidados e encontrou um homem sem trajes nupciais que, depois de interrogado e nada ter dito, foi lançado às trevas exteriores, onde há pranto e ranger de dentes. Por isso, concluiu Jesus, muitos são chamados e poucos, escolhidos. Esta afirmação de Cristo deve ser verificada dentro do contexto da parábola. O rei chamou muita gente, mas aqueles que atenderam ao seu convite e participaram efetivamente da festa foram poucos, em relação à população convidada. Havia muita gente no banquete, mas esta muita gente era pouca em relação aos que haviam sido convidados. Do mesmo modo, os salvos são poucos em relação a toda a humanidade, que foi convidada para a salvação. O chamado é para todos, mas os escolhidos, ou seja, aqueles que atenderam ao chamado e se trajaram convenientemente, são poucos. Vemos, pois, que, ao contrário do que dizem alguns, este texto, ao invés de ser base para a doutrina da predestinação, confirma que a escolha é resultado do exercício do livre-arbítrio dos salvos.
            De diversas maneiras o Senhor tem insistido conosco e, se não atendemos ao seu chamado, corremos o risco de que chegue o dia em que talvez nem tenhamos mais chance de sermos convidados. Outros ocuparão o nosso lugar. Porém, para atender ao convite do Senhor, não nos basta apenas ir e estar presente. Teremos, ao mesmo tempo, de assimilar a mentalidade do Evangelho, vestir a veste branca dos ensinamentos do Senhor, porque do contrário, destoaremos. Precisamos assumir de coração o nosso lugar na festa. Quantas pessoas nós encontramos no meio da comunidade ou da Igreja que teimam em não acolher os mandamentos de Deus e têm a sua concepção própria servindo muitas vezes de pedra de tropeço para outros que desejam seguir as práticas evangélicas. Neste caso, apesar de estarmos presentes de “corpo” poderemos ser enxotados e não haver mais lugar para nós dentro do reino. Quando aceitamos o convite de Jesus para participar do Seu reino precisamos nos desvencilhar de todos os nossos conceitos e preconceitos e nos deixar guiar pelo Espírito Santo que nos revestirá com a veste da santidade de Deus. Será que você também não é como este homem da veste diferente que a todo momento se posiciona contrário e dá testemunho falso dentro da sua família ou comunidade? Perceba como são as suas reações e veja se você precisa se emendar. Porque a festa das Bodas do Cordeiro não deixará de ser realizada se eu, ou você, recusarmos o convite para fazer a Obra de Deus. Na Igreja, ninguém, mas ninguém mesmo é insubstituível. Nem Moisés foi considerado insubstituível, até mesmo no momento em que mais Israel precisava dele, que era a conquista de Canaã.
            Os propósitos de Deus não são frustrados - Pela Bíblia sabemos que Deus tem um plano, elaborado. E Ele trabalha de acordo com esse plano, zelando pelo seu fiel cumprimento; sabemos que Deus remove todo e qualquer obstáculo que tentar impedir a realização do seu plano, bem como substitui toda e qualquer pessoa, grupos, povos, nações, denominações evangélicas, que se recusarem a colaborar para a realização de seu plano.
            Na parábola das bodas, o rei não adiou, e não cancelou a festa das bodas de seu filho, devido a recusa de seus convidados, os quais, segundo ele, não eram dignos. No dia determinado a festa nupcial ficou cheia de convidados. Os que rejeitaram o convite ficaram de fora, perderam a oportunidade que lhes fora oferecida; outros convidados ocuparam seus lugares, e a festa se realizou. Eu e você, meu irmão, não somos insubstituíveis, seja qual for o trabalho que estamos fazendo. Se nós recusarmos, Deus levantará outros, porque nada e nem ninguém poderá impedir a realização do seu plano.
            A festa das Bodas do Cordeiro não deixará de ser realizada se eu, ou você, recusarmos o convite para fazer a obra de Deus. Na Igreja, ninguém, mas ninguém mesmo é insubstituível.
            Pai, tendo respondido ao teu convite para ser discípulo do Reino, desejo conformar toda a minha vida ao teu querer sendo fiel a ti para que não seja excluído da festa nupcial. Pois com ou sem eu a festa não deixa de ser realizada.
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla

domingo, 17 de agosto de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 20,1-16ª - 20.08.2014 - Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?

Pai,
que eu jamais me deixe levar
pelo espírito de ambição e de rivalidade,
convencido de que, no Reino,
somos todos iguais, teus filhos.
Branco. 4ª-feira da 20ª Semana Tempo Comum
São Bernardo AbDr, memória

Evangelho - Mt 20,1-16ª

Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?

+ Leitura do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 20,1-16a

Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos esta parábola:
1'O Reino dos Céus é como a história do patrão
que saiu de madrugada
para contratar trabalhadores para a sua vinha.
2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia,
e os mandou para a vinha.
3És nove horas da manhã, o patrão saiu de novo,
viu outros que estavam na praça, desocupados,
4e lhes disse: 'Ide também vós para a minha vinha!
E eu vos pagarei o que for justo'.
5E eles foram.
O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde,
e fez a mesma coisa.
6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde,
encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse:
'Por que estais aí o dia inteiro desocupados?'
7Eles responderam:
'Porque ninguém nos contratou'.
O patrão lhes disse:
'Ide vós também para a minha vinha'.
8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador:
'Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos,
começando pelos últimos até os primeiros!'
9Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde
e cada um recebeu uma moeda de prata.
10Em seguida vieram os que foram contratados primeiro,
e pensavam que iam receber mais.
Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata.
11Ao receberem o pagamento,
começaram a resmungar contra o patrão:
12'Estes últimos trabalharam uma hora só,
e tu os igualaste a nós,
que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro'.
13Então o patrão disse a um deles:
'Amigo, eu não fui injusto contigo.
Não combinamos uma moeda de prata?
14Toma o que é teu e volta para casa!
Eu quero dar a este que foi contratado por último
o mesmo que dei a ti.
15Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero
com aquilo que me pertence?
Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?'
16aAssim, os últimos serão os primeiros,
e os primeiros serão os últimos.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB



Reflexão - Mt 20, 1-16

Nós estamos acostumados com a forma de justiça que foi estabelecida pelos homens e, por causa disso, encontramos dificuldades para compreender a justiça divina, principalmente porque os principais critérios da justiça dos homens são a diferença entre as pessoas e a troca entre os valores enquanto que os principais critérios da justiça divina são a igualdade entre as pessoas e a gratuidade dos valores. Isso nos mostra que a lógica divina é totalmente diferente da lógica dos homens e que nós vivemos reivindicado valores que, na verdade, são valores humanos e que não nos conduzem a Deus.Também nos mostra o quanto todos nós somos comprometidos com os valores humanos e deixamos de lado os valores do Reino.
Fonte CNBB



DEUS É BOM E JUSTO Mt 20,1-16ª
HOMILIA

Nesta parábola, Jesus quer fazer-nos compreender que a bondade de Deus ultrapassa todos os critérios humanos. Os trabalhadores da última hora receberam tanto como os da primeira. Estes, porém, não foram tratados com injustiça: receberam o que tinha sido ajustado. Mas a parábola tem certamente alcance mais vasto: a Igreja dos pagãos, chegados no fim dos judeus, e que foram igualmente acolhidos por misericórdia!
Julgo que tu e eu estamos de acordo de que o centro da pregação de Jesus era O Reino de Deus. Mas Jesus nunca define o Reino, pelo contrário, sempre o descreve por meio de parábolas, para que tu e eu nos esfirçemos na descoberta dos valores que tornam o Reino presente entre nós.
A parábola de hoje nasce na realidade agrícola do povo da Galiléia. Era uma região rica, de terra boa. Porem, as pessoas eram empobrecido, porque as terras estavam nas mãos de poucos, e a maioria trabalhava empregadas, como o que acontece hoje em dia no Brasil e no mundo. Portanto, diramos que embora a cena se situe na Galiléia de dois mil anos atrás, bem poderia ser o Brasil e o mundo da atualidade . Apresenta uma situação de trabalhadores braçais desempregados, não por querer, mas porque ninguém nos contratou. Talvez haja uma diferença, comparando com a situação de hoje - na parábola, o salário combinado era uma moeda de prata, um denário, que na época era o suficiente para o sustento diário duma família, o que nem sempre hoje se verifica.
O texto nos ensina que a lógica do Reino não é a lógica da sociedade vigente. Na nossa sociedade, uma pessoa vale pelo que produz. Logo, quem não produz não tem valor. Assim se faz pouco caso do idoso, aposentado, doente, excepcional. Na parábola, o patrão usa como critério de pagamento, não a produção, mas o sustento da vida, também o trabalhador da última hora precisa sustentar a família, e por isso recebe o valor suficiente, um denário.
O Reino tem outros valores do que a sociedade neo-liberal do nosso tempo. A vida é o critério, não a produção. Por isso, quem procura vivenciar os valores do Reino estará na contra-mão da sociedade dominante. O texto nos convida a imitar o Pai do Céu, lutando por novas relações na sociedade e no trabalho, baseadas no valor da vida, não na produção e consumo. Para a comunidade de Mateus, a parábola tinha mais um sentido. Começavam a entrar pagãos na comunidade, e muitos cristãos de origem judaica tinham dificuldade em aceitá-los em pé de igualdade. Eram os da última hora. Mateus conta a parábola para ensiná-los que no Reino, experimentado através da comunidade, não pode haver discriminação entre cristãos de várias origens, por isso os últimos serão os primeiros. O critério é a gratuidade de Deus Pai, pois tudo o que temos, recebemos d’Ele, e sendo todos filhos e filhas amados d’Ele, a comunidade cristã não pode discriminar pessoas, por qualquer motivo que seja. Assim o cristão deve defender o bem comum. Ele deve ser presença junto dos fracos e dos pobres. Deve ser força para os enfermos, e buscar os dispersos. Pois Cristo assim fez. Deus é bom e justo, e no seu Reino todos recebem o mesmo tratamento misericordioso. Somos filhos e filhas da sua misericórdia. E na sua misericórdia se manifesta a sua bondade e justiça, pois Ele é bom e Justo.
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 19, 23-30 - 19.08.2014 - É mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus.

Pai,
desapega meu coração das coisas deste mundo,
livrando-me da ilusão de buscar segurança
nos bens acumulados.
E reforça minha fé na Providência!
Verde. 3ª-feira da 20ª Semana Tempo Comum

Evangelho - Mt 19,23-30

É mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 19,23-30

Naquele tempo:
23Jesus disse aos discípulos:
'Em verdade vos digo,
dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus.
24E digo ainda:
é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha,
do que um rico entrar no Reino de Deus.'
25Ouvindo isso,
os discípulos ficaram muito espantados, e perguntaram:
'Então, quem pode ser salvo?'
26Jesus olhou para eles e disse:
'Para os homens isso é impossível,
mas para Deus tudo é possível.'
27Pedro tomou a palavra e disse a Jesus:
'Vê! Nós deixamos tudo e te seguimos.
O que haveremos de receber?'
28Jesus respondeu:
'Em verdade vos digo, quando o mundo for renovado
e o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória,
também vós, que me seguistes,
havereis de sentar-vos em doze tronos,
para julgar as doze tribos de Israel.
29E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs,
pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome,
receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna.
30Muitos que agora são os primeiros, serão os últimos.
E muitos que agora são os últimos, serão os primeiros.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB



Reflexão - Mt 19, 23-30

A nossa vida é condicionada por muitos fatores que marcam a natureza humana decaída por causa do pecado. Esses fatores, em geral, nos afastam de Deus e nos impedem de viver plenamente a proposta do Evangelho. A maior dificuldade para superarmos esses fatores se encontra no fato de que nós somos seres naturais, portanto submissos às leis da natureza decaída de modo que para nós isso é impossível. Mas Jesus nos diz no Evangelho de hoje: 'Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível'. Somente confiando plenamente na graça divina e procurando corresponder a ela é que poderemos viver o Evangelho apesar das nossas fraquezas e dos desafios que a vida nos impõe.
Fonte CNBB



CONDIÇÕES PARA O REINO DO CÉU Mt 19,23-30
HOMILIA

Depois de Jesus nos ter falado sobre o jovem rico, um estudioso da Lei, cumpre todos os parágrafos, não é desonesto, nem mentiroso, nem violento, nem adúltero, nos propõe hoje o texto que fala do perigo das riquezas. Vendo o homem, Jesus acha-o não longe do Reino do Céu por isso faz-lhe um convite a vender tudo e distribuí-lo aos pobres: se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, e dê o dinheiro aos pobres, e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga. Porém, o conceito que ele tinha de riqueza diverge do conceito do Mestre.
Para Este a Lei é o varal da fraternidade, é resposta à Aliança gratuita e generosa oferecida por Deus. É partilha, é comunhão. Assim, se os bens não forem entendidos como dons que devem ser partilhados com os pobres não teremos direito a herdar o Reino do Céu. Veja que Jesus indica uma dificuldade real, uma necessidade de esforço penoso e não uma impossibilidade.
Ao jovem que já era fiel observante dos mandamentos, Jesus faz uma proposta radical: vender tudo, distribuir o dinheiro aos pobres e segui-lo. O jovem se retirou triste, porque era muito rico. Não teve coragem para desvencilhar-se de tudo, tornar-se discípulo e aderir ao compromisso de construir o Reino. E Jesus adverte sobre o perigo que a riqueza pode significar para a liberdade e o desenvolvimento pleno da pessoa. O Eclesiástico lembra que ela pode se tornar um forte obstáculo para a integridade (cf Eclo 32, 1-11). Certamente, a palavra de Jesus: Em verdade vos digo, dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus. E digo ainda: é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus (Mt 19, 23-24), além de alertar para o risco que corre o rico em ordem à sua salvação, alude à dificuldade para um seu engajamento mais pleno na construção do Reino, que é vida para todos, no aqui e no agora de nossa existência.
Os Padres da Igreja, dos primeiros séculos pós-catacumba, explicam que a razão da dificuldade tem a ver com minha relação com Deus, comigo mesmo, com os outros. O que entendem por rico e riqueza, não é quantidade absoluta de bens, mas situação na sociedade. Quem tem 10% dos bodes da tribo de criadores primitivos, é rico; não importa se dispõe de menos bens do que hoje vemos.
Riqueza é condição material concreta adequada do poder. Mas como o poder em si mesmo, ela em si não é má. O Senhor não condena nem os ricos nem as riquezas; mas adverte os seus discípulos do perigo que correm, se lhes entregarem o coração. Em contrapartida, a atitude desprendida de Pedro e dos outros Apóstolos é caminho certo para entrar no reino de Deus. O mundo novo que o Filho de Deus nos revelou na sua morte e ressurreição inaugurou a regeneração do Universo, em que tudo é julgado por outros critérios.
            A graça de Deus pode fazer gente profundamente evangélica: Henrique II imperador da Alemanha, Luis IX rei de França, Isabel rainha de Portugal e a duquesa Edviges, cujo fundo rotativo de ajuda ao camponês encalacrado a fez padroeira de todos os endividados. Mas ser rico é risco. Risco em nossa relação com Deus, exposta a duas variantes da mesma tentação: o ateísmo prático e a idolatria.
A riqueza ameaça minha relação comigo. Os bens são nossos servos, para nossa vida e vida plena, nossa e de todos ao nosso redor, para nossa realização como pessoas, também diante de Deus. No momento em que eles não mais nos servem, mas nós servimos a eles, começa o desvio.           A riqueza me separa dos outros, afasta-me deles. Os bens deste mundo em si são bons, presentes carinhosos do Deus que quer que todos os seres humanos tenham vida e vida plena. Que a verdade proferida por Jesus me ensine a ter um coração mais desapegado dos bens terrenos e mais rico da presença de Deus. Pois, o desapego dos bens terrenos é um caminho de sincera humildade e confiança em Deus.
Pai, desapega meu coração das coisas deste mundo, livrando-me da ilusão de buscar segurança nos bens acumulados. E reforça minha fé na Providência!
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 19, 16-22 - 18.08.2014 - Se tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, e terás um tesouro no céu.

Pai,
quero estar sempre em comunhão contigo,
pois só tu és Bom.
Que eu possa, assim, conhecer
a tua vontade e colocá-la em prática,
pois este é o caminho da salvação.
Verde. 2ª-feira da 20ª Semana Tempo Comum

Evangelho - Mt 19,16-22

Se tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, e terás um tesouro no céu.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 19,16-22

16Alguém aproximou-se de Jesus e disse:
'Mestre, o que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?'
17Jesus respondeu:
'Por que tu me perguntas sobre o que é bom?
Um só é o Bom.
Se tu queres entrar na vida, observa os mandamentos.'
18O homem perguntou: 'Quais mandamentos?'
Jesus respondeu: 'Não matarás, não cometerás adultério,
não roubarás, não levantarás falso testemunho,
19honra teu pai e tua mãe,
e ama teu próximo como a ti mesmo.'
20O jovem disse a Jesus:
'Tenho observado todas essas coisas.
O que ainda me falta?'
21Jesus respondeu:
'Se tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens,
dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu.
Depois, vem e segue-me.'
22Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza,
porque era muito rico.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB



Reflexão - Mt 19, 16-22

Deus nos ama com amor eterno e, por isso, quer relacionar-se conosco.A partir disso, devemos perceber qual é o verdadeiro sentido da religião.O que caracteriza o verdadeiro cristão não é a mera observância dos mandamentos, mas a busca da perfeição que está no seguimento de Jesus, portanto no relacionamento com ele. Porém, existem valores deste mundo que se tornam obstáculo para este relacionamento, como é o caso dos bens materiais, que impediram o jovem de buscar livremente a vida eterna e a perfeição, através da caridade e do seguimento de Jesus, embora observasse todos os mandamentos.
Fonte CNBB



O DESPRENDIMENTO Mt 19,16-22
HOMILIA

No Evangelho de hoje vemos Jesus na reta final do seu ministério terreno. Está decidido a caminhar para Jerusalém a fim de consumar o Mistério Pascal, ou seja, Paixão, Morte e Ressurreição. Entretanto, um jovem, corre atrás d’Ele e, ajoelhando-se diante do Mestre, soltou aquilo que estava entalado no coração: Que farei para herdar a vida eterna? Esta pergunta é minha e é tua também. Pois todos nós queremos ir para o céu. Aliás, o instinto natural do homem é a vida eterna! Portanto, nada absolutamente preenche este vazio da alma que nasce no coração do homem, logo a seguir a expressão de Adão e Eva no paraíso das delícias celestiais.  Mas afinal quem era este jovem?
            A Sagrada Escritura não diz quem era e nem como se chamava, tão pouco onde morava e quem eram os seus pais. Mateus 19,16 diz somente “alguém”. Marcos 10,17 - apenas um “homem”. Lucas 18,18  “Certo homem de posição”. Todavia, tudo indica que era alguém delicado e educado mui reverente (Mc 10,17) diz que “ajoelhou-se diante de Jesus”. Mateus 19,20 refere-se a esse homem como “jovem”.
            Não interessa saber quem era senão a preocupação dele pela vida eterna. O que vemos nos textos citados é que procurou Jesus. Procurar Jesus como fonte da salvação nossa deve ser a mola impulsionadora das nossas buscas de realizações. Visto que somente n’Ele e por Ele temos a vida em plenitude.
            Pelo que acabamos de ver no texto, este jovem tinha boas e excelentes qualidades. Só lhe faltava o essencial: “a vida eterna”. Ele sabia muito bem que essa vida estava com Jesus, o Filho de Deus. (Jo 10,10). Como vimos não adianta almejar a “vida eterna”, ansiar por ela. É necessário que a possuamos. É preciso que procuremos esta vida em Jesus Cristo.
            O moço rico era um zeloso guardador da lei. Disse Jesus que era fiel guardador da lei. Respeitava os mandamentos e estatutos ordenados pelo Senhor Todo-poderoso. Por exemplo, respondendo a Jesus que lhe pediu “guardar os mandamentos” disse: Não mato; Não adultero; Não furto; Não defraudo; Não dou falso testemunho; Honro pai e mãe.
            Diga-se de passagem. O jovem era mesmo rico. Veja como os evangelistas narram a sua situação: Mt 19,22 - “dono de muitas propriedades”. Mc 10,22 - “dono de muitas propriedades”. Lc 18,23 - “era riquíssimo”. Porém, como cristão ele tinha tudo e nada tinha. Os bens da terra evaporam. “que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”. O que vou dizer pode te parecer contradição. Apesar das riquezas, ele era pobre, tinha nada. O jovem possuía tudo, menos a vida. E quem não tem vida não existe e se não existe não tem algo. Porque é pela vida que eu entro em contato com as coisas. Pela pergunta que fez a Jesus “que hei de fazer para herdar a vida eterna?”, infere-se que não a possuía. E nem sequer existia. E por causa da ausência da vida, o jovem que tinha tudo, desde a guarda dos mandamentos de Jesus até a fabulosa quantidade de dinheiro, corre atrás de Jesus a procura da vida para poder viver e consequentemente ter Vida eterna.
A partir da situação do jovem quero advertir-te meu irmão e minha irmã que a vida eterna não se alcança por dinheiro; nem zelo pelos estatutos de Deus; nem pela guarda de lei; nem praticar alguma coisa boa. Pois priorizando estas coisas podes estar perdido, perdida como este jovem. Aliás o próprio Jesus nos adverte que lhe adiantam os tesouros deste mundo, se não tivermos a vida eterna em Deus e com Ele?
No diálogo com o moço Jesus o levou a uma decisão. Jesus e o moço chegaram a dois caminhos diferentes. Quer Jesus ou as riquezas, Jesus ou a simples guarda dos mandamentos? Jesus ou as delícias deste mundo? Estas perguntas eu as faço para que tu reflitas a tua situação. Temos na Palavra de Deus, pessoas que firmam sua decisão. Cada um é livre em tomar o seu caminho. Aceitar a Jesus como fonte de vida eterna ou o diabo como caminho da perdição eterna. O que tu preferes? Jesus ou o cigarro? Jesus ou a cachaça? Jesus ou as falsas doutrinas? Jesus ou o dinheiro? Jesus ou os encontros deste mundo que se encontram no maligno?
Não te esqueças que o moço rico estava a um passo da vida eterna. Uma só coisa lhe faltava, remover o ídolo dinheiro do seu coração e seguir Jesus. Quando ouviu de Jesus, falta-te uma coisa - uma somente: Vende tudo, dá aos pobres, volta a seguir a Jesus, não quis e se foi embora triste. Como soam estas palavras em ti: Vende tudo o que tens, dê aos pobres o que tens e terás a vida eterna? Felizmente São Mateus nos faz gravada a figura e a atitude do coração deste jovem: ao ouvir as palavras de Jesus, retirou-se triste por ser dono de muitas propriedades. Retirou-se triste, não quis Jesus, ficou com o dinheiro e perdeu a vida eterna que tanto almejava. E tu, queres fazer o mesmo? Vás preferir ficar com os bens terrenos a ganhar a vida eterna? Meu irmão, minha irmã, não te atrapalhes com este mundo passageiro. Com este dinheiro passageiro compre amigos e amigas que te acolherão no Reino dos Céus!
Pai, quero estar sempre em comunhão contigo, pois só tu és Bom. Que eu possa, assim, conhecer a tua vontade e colocá-la em prática, pois é desprendendo-me dos prazeres terrenos e apegando-me a ti que és o caminho da salvação que terei a vida eterna.

Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla

sábado, 16 de agosto de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Lc 1, 39-56 - 17.08.2014 - Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha visitar-me?

Pai,
conduze-me pelos caminhos de Maria,
tua fiel servidora, cuja vida se consumou,
sendo exaltada por ti.
Que, como Maria, eu saiba me preparar
para a comunhão plena contigo.
Branco. Assunção de Nossa Senhora, Solenidade

Evangelho - Lc 1,39-56

Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha visitar-me?

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,39-56

39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa,
dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia.
40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel.
41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria,
a criança pulou no seu ventre
e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
42Com um grande grito, exclamou:
"Bendita és tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre!"
43Como posso merecer
que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos,
a criança pulou de alegria no meu ventre.
45Bem-aventurada aquela que acreditou,
porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu".
46Maria disse:
"A minha alma engrandece o Senhor,
47e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,
48pois, ele viu a pequenez de sua serva,
eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita.
49O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
50Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam.
51Demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos.
52Derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou.
53De bens saciou os famintos
despediu, sem nada, os ricos.
54Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,
55como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre".
56Maria ficou três meses com Isabel;
depois voltou para casa.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB



Reflexão - Lc 1, 39-56

O encontro de Maria com Isabel nos mostra um pouco do que deve ser um encontro de verdadeiro amor entre duas pessoas. Por um lado, vemos Maria, que vai ao encontro de Isabel assim que sabe da sua situação, vai para servir, fazer com que seu amor se transforme em gesto concreto. Quando encontra Isabel, a saúda, pois valoriza aquele momento de encontro e também a pessoa com quem se encontra. Por outro lado, vemos Isabel que, ao ver sua prima, exalta imediatamente todos os seus valores como mãe do seu Senhor, assim como as suas virtudes. E este encontro termina com um cântico de exaltação ao amor de Deus.
Fonte CNBB



A SEMPRE BEM-AVENTURADA Lc 1,39-56
HOMILIA

O encontro das duas parentes em sua primeira gravidez se direciona para o encontro misterioso de Jesus e João e para o hino de Maria. Estabelece-se a ligação entre as duas anunciações e os respectivos filhos. Através de sua mãe, o profeta precursor saúda e dá testemunho do Senhor presente em Maria de Nazaré. Isabel acolhe Maria "em alta voz", como o povo acolheu a arca da presença de Deus com fortes aclamações (cf. 1Cr 15,28;2Cr 5,13-14). Davi exclama: "Como poderá vir a mim a arca do Senhor"? (2 Sm 6,9); mas depois acolherá a arca com alegria e danças. Isabel interpreta o agitar-se da nova vida que leva no seio como um anúncio profético da alegria por aquele que devia ser consagrado pelo Espírito desde o seio materno (cf. Jr 1,5;Is 49,1;Lc 1,15). Maria é agora a arca que traz a presença salvífica do Senhor ao meio de seu povo.  Porque ao saudar a sua prima, Isabel ficou cheia do Espírito Santo quando Maria a visitou! Assim sendo, a Mãe de Jesus nos ensina que quando levamos Jesus para as pessoas, elas também ficam cheias do Espírito, por isso, se alegram com a nossa chegada. Às vezes até podemos achar que somos imprescindíveis e muito importantes para o irmão, todavia, devemos ter consciência de que somos meros canais da graça do Senhor. O Espírito Santo é quem realiza a obra do Senhor no nosso coração e é quem nos faz sair de nós mesmos e ir à busca dos que estão necessitados. Sem mesmo percebermos nós somos instrumentos de Deus na vida dos nossos irmãos para que se cumpram os Seus desígnios e os Seus planos se realizem. Basta que nos ponhamos atentos e disponíveis, o Senhor nos usa para levarmos consolo, abrigo, alegria e solidariedade.
De fato, Ela é saudada por Isabel como a mais bendita entre as mulheres  porque o menino que nela está é o Senhor (cf Jt 13,18). Enfim Isabel proclama a bem-aventurança de Maria, que dá um significado profundo à sua maternidade: Maria é aquela que acreditou na eficácia da Palavra de Deus. Nenhuma maternidade da história pode ser comparada com a de Maria.
Ela soube distinguir isto e não perdeu tempo, pôs-se a caminho das montanhas esquecendo a glória de ser mãe de Deus se fez serva, auxiliadora, anunciadora e canal da graça do Espírito Santo. Assim, ela foi a primeira a levar a alegria de Jesus ao mundo! Maria mesma se auto afirmou ser bem-aventurada, feliz, cheia de graças! Somos também bem aventurados se acreditamos nas promessas do Senhor. O Espírito Santo é quem nos ensina a louvar a Deus e a manifestar gratidão pelos Seus grandes feitos na nossa vida, por isso, também somos felizes. Assim como visitou Isabel, transmitindo a ela e a João Batista, o poder do Espírito, Maria hoje, também nos visita e traz para nós o Seu Menino Jesus, cheio do Espírito Santo que nos ensina a cantar, a louvar, a bendizer a Deus com os nossos lábios.
O Magnificat é o seu cântico de agradecimento, o louvor que Ela dirige para Deus, que fez tudo, ao passo que Ela deixou fazer. E Ela profetiza: "Doravante todas as gerações chamar-me-ão bem-aventurada". Profecia que vem se cumprindo na Igreja de Cristo Jesus, o Senhor.
Você também se considera bem aventurado (a)? Você se sente comprometido (a) com Deus? – Você tem usado o Espírito Santo que mora em você para ir à busca daqueles que precisam ser amados e ajudados?- Imagine-se como Maria visitando hoje alguém que você sabe que está precisando de amor!  Reze com Maria, hoje: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, porque olhou para a sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo!”
Pai, conduze-me pelos caminhos de Maria, tua fiel servidora, cuja vida se consumou, sendo exaltada por ti. Que, como Maria, eu saiba me preparar para a comunhão plena contigo.
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla