segunda-feira, 25 de maio de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mc 10,32-45 - 27.05.2015 - Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue.

Fotografia Internet
Fonte oração Paulinas
Pai, a exemplo de Jesus,
transforma-me em servidor de meus semelhantes,
e não me deixes ter medo de colocar minha vida
a serviço de quem precisa de mim.
4ª-feira da 8ª Semana Tempo Comum
Cor: Verde

Evangelho - Mc 10,32-45

Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 10,32-45

Naquele tempo:
32Os discípulos estavam a caminho
subindo para Jerusalém.
Jesus ia na frente.
Os discípulos estavam espantados,
e aqueles que iam atrás estavam com medo.
Jesus chamou de novo os Doze à parte
e começou a dizer-lhes o que estava para acontecer com ele:
33'Eis que estamos subindo para Jerusalém,
e o Filho do Homem vai ser entregue
aos sumos sacerdotes e aos doutores da Lei.
Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos.
34Vão zombar dele, cuspir nele, vão torturá-lo e matá-lo.
E depois de três dias ele ressuscitará.'
35Tiago e João, filhos de Zebedeu,
foram a Jesus e lhe disseram:
'Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir.'
36Ele perguntou:
'O que quereis que eu vos faça?'
37Eles responderam:
'Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda,
quando estiveres na tua glória!'
38Jesus então lhes disse:
'Vós não sabeis o que pedis.
Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?
Podeis ser batizados com o batismo
com que vou ser batizado?'
39Eles responderam: 'Podemos.'
E ele lhes disse:
'Vós bebereis o cálice que eu devo beber,
e sereis batizados com o batismo
com que eu devo ser batizado.
40Mas não depende de mim conceder
o lugar à minha direita ou à minha esquerda.
É para aqueles a quem foi reservado'.
41Quando os outros dez discípulos ouviram isso,
indignaram-se com Tiago e João.
42Jesus os chamou e disse:
'Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem
e os grandes as tiranizam.
43Mas, entre vós, não deve ser assim:
quem quiser ser grande, seja vosso servo;
44e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos.
45Porque o Filho do Homem não veio para ser servido,
mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mc 10, 32-45

Todas as pessoas querem, e muito, participar da glória de Deus, mas poucas pessoas querem assumir um compromisso maior com o reino de Deus. O evangelho de hoje nos mostra um pouco isso quando Jesus anuncia o mistério da cruz, mas os discípulos estão mais interessados na sua participação na sua glória. Assim, nos dias de hoje nós vemos muitas pessoas exaltando o amor de Deus, cantando os seus louvores, mas sem o menor compromisso com o serviço ao Reino de Deus, principalmente no que se refere à questão dos pobres, dos sofredores, dos marginalizados e dos excluídos.Todos querem ser os maiores, mas poucos estão dispostos a servir.
Fonte CNBB



ANÚNCIO DA MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS Mc 10,32-45
HOMILIA

Estamos caminhando na trajetória de dialogar, conhecer e aprofundar mais de perto a proposta do Evangelho de São Marcos. Espero que essa caminhada possa iluminar o nosso cotidiano dando respostas aos presentes desafios da realidade. Para entender melhor o texto de hoje é preciso fazer uma releitura dos três anúncios da Paixão Morte e Ressurreição de Jesus. Assim, convido a você fazer uma caminhada através dos três anúncios da paixão de Jesus: Mc 8,27-38; Mc 9,30-37; e finalmente Mc 10,32-45 que é o Evangelho de hoje.
Com a paixão de Jesus ao longo do caminho, podemos compreender e dar razão à nossa fé na pessoa e na missão de Jesus de Nazaré. A paixão de Jesus está presente nas paixões de tantas pessoas que vivem nas comunidades, nas pastorais e nos movimentos sociais que testemunham radicalmente o projeto libertador de Jesus de Nazaré. Assim, os anúncios da paixão se tornam o cerne, o núcleo da fé cristã na perspectiva da ressurreição. É a ressurreição a força motivadora para os discípulos superarem as contradições, as dificuldades e os desafios da caminhada.
É no caminho de Cesárea de Felipe (8,27 a) para Jerusalém (10,32) que Jesus ensinará os discípulos sobre as implicações do seu projeto. Ele mostrará como devemos segui-lo mediante os conflitos, crises e desafios. A pedagogia de Jesus será um processo de contínua partilha e ensinamentos no caminho. Para isso, ele precisou ficar sozinho com os discípulos a fim de catequizá-los. É no caminho que a sua catequese, a sua formação ocorrerá. Será uma longa catequese sobre o “seguimento”.
A comunidade de Marcos é marcada por uma experiência de conflitos e crises. Diante disto, ela constrói a imagem de Jesus. Por isso que em Mc 8,27-30, Jesus no auge da crise, quis avaliar a caminhada da sua comunidade fazendo uma pergunta simples e direta: “Quem dizem os homens que eu sou?”.
Estão subindo para Jerusalém e, embora já saibam qual seria o destino de Jesus, acontece o anuncio: “...o Filho do Homem vai ser entregue aos chefes dos sacerdotes e aos doutores da Lei. Eles condenarão à morte e o entregarão aos pagãos. Vão caçoar dele, cuspir nele, vão torturá-lo e matá-lo. E depois de três dias ele ressuscitará”.(cf.10,33-34). Esse último anúncio mostrará claramente que o seguimento de Jesus não tem privilégios como pensavam os discípulos, porque a caminhada é marcada não só de glória. Passa pela coragem de deixar tudo para suportar a opção de vida que levará ao longo do caminho. O caminho de Jesus será marcado de rejeição, de perseguição, de luta e de sofrimento. Essas são as condições para se chegar à glória.
E para, definitivamente, mostrar que para seguí-lo é preciso muitas vezes ser curado da surdez e da cegueira, estas estavam presentes durante todo o caminho. Por isso estava difícil que os discípulos compreendessem a mensagem de Jesus a respeito da sua paixão como condição de seguí-lo.
Portanto, os três anúncios da paixão de Jesus se encerra com a cura do cego de Jericó (10,46-52). O cego curado se põe a “seguir a Jesus pelo caminho”, o que não fizera o cego de Betsaida, no capítulo 8, e nem o homem rico. Bartimeu é apresentado, assim, como modelo do discípulo. Jesus cura e ilumina seus discípulos, tornando-os capazes de seguí-lo.
Pai, a exemplo de Jesus, transforma-me em servidor de meus semelhantes, e não me deixes ter medo de colocar minha vida a serviço de quem precisa de mim.
Fonte Padre BANTU SAYLA

domingo, 24 de maio de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mc 10,28-31 - 26.05.2015 - Receberá cem vezes mais agora, durante esta vida com perseguições e, no mundo futuro, a vida eterna.

Fotografia internet
Fonte oração Paulinas
Pai,
dá-me a graça de entregar-me totalmente ao serviço do Reino,
sem esperar outra recompensa além de saber-me amado por ti.
3ª-feira da 8ª Semana Tempo Comum
S. Filipe Néri, presbítero, memóriaCor: Branco

Evangelho - Mc 10,28-31

Receberá cem vezes mais agora, durante esta vida com perseguições e, no mundo futuro, a vida eterna.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 10,28-31

Naquele tempo:
28Começou Pedro a dizer a Jesus:
'Eis que nós deixamos tudo e te seguimos.'
29Respondeu Jesus:
'Em verdade vos digo,
quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos,
campos, por causa de mim e do Evangelho,
30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida
- casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos,
com perseguições -
e, no mundo futuro, a vida eterna.
31Muitos que agora sóo os primeiros serão os últimos.
E muitos que agora são os últimos serão os primeiros.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mc 10, 28-31

Eu posso contribuir para a minha salvação na medida em que eu faço de Deus o centro da minha vida e a causa da minha felicidade, submetendo-me totalmente a ele. Se eu vivo apegado às coisas do mundo, eu vivo em função delas e coloco nelas a minha felicidade, fechando o meu coração à ação divina e a minha vida ao projeto do reino dos céus. Para conseguir o desapego das coisas do mundo, é necessário que a gente procure assumir uma nova hierarquia de valores que faz com que sejamos capazes de desprezar os bens materiais, mas rejeitar os valores do mundo significa sofrer perseguições nesta vida. É preciso renunciar aos valores do mundo para ter a vida em Cristo.
Fonte CNBB



PEDRO Mc 10,28-31
HOMILIA

            O texto do Evangelho de ontem no qual Jesus apresentava a incapacidade dos homens e mulheres apegados aos bens seguirem Jesus, põe-se ao de hoje. Vemos Pedro a professar o seu despojamento de tudo para ir a traz do mestre: Veja! Nós deixamos tudo e seguimos o senhor.
Quero crer que nas palavras de Pedro, não só estavam as dos outros apóstolos ontem, como também estão as minhas e as tuas. Estão as palavras de todos nós quando nos desfazemos nos despimos dos nossos orgulhos, vaidades, soberbas. Assim como Pedro nos evangelhos, tomava decisões em nome da Comunidade dos Apóstolos, assim continua nos dias de hoje falando e nos representando.
            É necessário que tu e eu façamos nossa a proposta e escolha de Pedro abandonar o apego ao bem privado e gozar do bem partilhado, comunitário. Alías a partilha, o abandonar-se a si mesmo e o tomar a cruz todos os dias e seguir Jesus, é o caminho certo para a construção do mundo novo de justiça e paz.
            Cristo chama-nos, para nos justificar sem cessar; e cada vez mais, Ele quer santificar-nos e nos glorificar. Veja o que Ele diz: aquele que, por causa de mim e do evangelho, deixar casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras receberá muito mais, ainda nesta vida. Receberá cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos, terras e também perseguições.
            Devemos compreendê-lo, mas somos lentos a dar-nos conta dessa grande verdade – que Cristo caminha de alguma forma no meio de nós e que, com a sua mão, os seus olhos, a sua voz, nos faz sinal para que o sigamos. Não percebemos que o seu apelo é qualquer coisa que tem lugar neste mesmo momento. Pensamos que teve lugar no tempo dos apóstolos; mas não acreditamos nele, não o ouvimos verdadeiramente para nós próprios.
            O seu chamado é atualíssimo e nos propõe vida em plenitude. Ele é a concretização de uma nova criação e de uma paz total entre os homens entre si e entre estes e Deus.
            Pai, dá-me a graça de entregar-me totalmente ao serviço do Reino, sem esperar outra recompensa além de saber-me amado por ti.
Fonte Padre BANTU SAYLA

sábado, 23 de maio de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mc 10,17-27 - 25.05.2015 - Vende tudo o que tens e segue-me!

Pai,
não permitas que o meu coração se apegue
de tal forma aos bens deste mundo,
a ponto de levar-me a te colocar em segundo lugar.
2ª-feira da 8ª Semana Tempo Comum
Cor: Verde

Evangelho - Mc 10,17-27

Vende tudo o que tens e segue-me!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 10,17-27

Naquele tempo:
17Quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo,
ajoelhou-se diante dele, e perguntou:
'Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?'
18Jesus disse: 'Por que me chamas de bom?'
Só Deus é bom, e mais ninguém.
19Tu conheces os mandamentos:
não matarás; não cometerás adultério; não roubarás;
não levantarás falso testemunho;
não prejudicarás ninguém;
honra teu pai e tua móe!'
20Ele respondeu: 'Mestre, tudo isso
tenho observado desde a minha juventude'.
21Jesus olhou para ele com amor, e disse:
'Só uma coisa te falta:
vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres,
e terás um tesouro no céu.
Depois vem e segue-me!'
22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido
e foi embora cheio de tristeza,
porque era muito rico.
23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos:
'Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!'
24Os discípulos se admiravam com estas palavras,
mas ele disse de novo:
'Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus!
25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha
do que um rico entrar no Reino de Deus!'
26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso,
e perguntavam uns aos outros:
'Então, quem pode ser salvo?'
27Jesus olhou para eles e disse:
'Para os homens isso é impossível, mas não para Deus.
Para Deus tudo é possível'.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mc 10, 17-27

O evangelho de hoje nos apresenta, no caso do jovem rico, um grave erro que pode ocorrer na vida de todos nós no que diz respeito à questão da salvação e que se refere ao sujeito da salvação. Às vezes, a gente escuta que as pessoas devem esforçar-se para se salvarem e eu penso que eu devo conseguir me salvar. Ora, ninguém salva a si próprio. Eu não posso ser o meu salvador. Os discípulos perguntaram: "Quem então poderá salvar-se?" A resposta de Jesus é: "Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus, tudo é possível". Não podemos confiar a nossa salvação nem em nós mesmos, nem nos outros e nem nos bens materiais, pois nada ou ninguém, a não ser o próprio Deus, podem nos salvar.
Fonte CNBB



O MOÇO RICO Mc 10,17-27
HOMILIA

O evangelho de hoje traz dois assuntos: Conta a história do homem rico que perguntou pelo caminho da vida eterna; e Jesus chama a atenção para o perigo das riquezas.
O homem rico não aceitou a proposta de Jesus, pois era muito rico. Uma pessoa rica é protegida pela segurança que a riqueza lhe dá. Ela tem dificuldade em abrir mão desta segurança. Agarrada às vantagens dos seus bens, vive preocupada em defender seus próprios interesses. Uma pessoa pobre não costuma ter esta preocupação. Mas pode haver pobres com cabeça de rico. Então, o desejo de riqueza cria neles uma dependência e faz com que eles também se tornem escravos do consumismo. Ficam devendo prestações em todo canto e já não têm mais tempo para dedicar-se ao serviço do próximo. Com esta problemática na cabeça, tanto das pessoas como dos países, vamos ler e meditar o texto do homem rico.
Alguém chega perto de Jesus e pergunta: “Bom mestre, o que devo fazer para herdar a vida eterna?” O evangelho de Mateus informa que se tratava de um jovem (Mt 19,20.22). Jesus responde bruscamente: “Por que me chamas bom. Ninguém é bom senão só Deus!” Jesus desvia a atenção de si mesmo e aponta para Deus, pois o que importa é fazer a vontade de Deus, revelar o Projeto do Pai. Em seguida, Jesus afirma: “Você conhece os mandamentos: não matar, não cometer adultério, não roubar, não levantar falso testemunho, não defraudar ninguém, honrar pai e mãe”. É importante olhar bem a resposta de Jesus. O jovem tinha perguntado pela vida eterna. Queria a vida junto de Deus! Mas Jesus não mencionou os três primeiros mandamentos que definem nosso relacionamento com Deus! Ele só lembrou aqueles que dizem respeito à vida junto do próximo! Para Jesus, só conseguimos estar bem com Deus, se soubermos estar bem com o próximo. Não adianta se enganar. A porta para chegar até Deus é o próximo.
            O homem responde dizendo que já observava os mandamentos desde a sua juventude. O curioso é o seguinte. Ele tinha perguntado pelo caminho da vida. Ora, o caminho da vida era e continua sendo: fazer a vontade de Deus expressa nos mandamentos. Quer dizer que ele observava os mandamentos sem saber para que serviam. Do contrário, não teria feito a pergunta. É como muitos católicos de hoje: não sabem dizer para que serve ser católico. ”Nasci num país católico, por isso sou católico!” Coisa de costume!
            Ouvindo a resposta do jovem, “Jesus olhou para ele, o amou e lhe disse: Só uma coisa te falta: vai, vende o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu, e em seguida vem e segue-me!” A observância dos mandamentos é apenas o primeiro degrau de uma escada que vai mais longe e mais alto. Jesus pede mais! A observância dos mandamentos prepara a pessoa para ela poder chegar à doação total de si a favor do próximo. Jesus pede muito, mas ele o pede com muito amor. O moço não aceitou a proposta de Jesus e foi embora, “pois era muito rico”.
            Depois que o jovem foi embora, Jesus comentou a decisão dele: Como é difícil um rico entrar no Reino de Deus! Os discípulos ficaram admirados. Jesus repete a mesma frase e acrescenta: É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino! A expressão “entrar no Reino” diz respeito, não só e nem em primeiro lugar à entrada no céu depois da morte, mas também e sobretudo à entrada na comunidade ao redor de Jesus. A comunidade é e deve ser uma amostra do Reino. A alusão à impossibilidade de um camelo passar pelo buraco de uma agulha  vem de um provérbio popular da época usado pelo povo para dizer que uma coisa era humanamente impossível e inviável. Os discípulos ficaram chocados com a afirmação de Jesus e perguntavam uns aos outros: "Então, quem pode ser salvo?" Sinal de que não tinham entendido a resposta de Jesus ao homem rico: “Vai vende tudo, dá para os pobres e vem e segue-me!” O jovem tinha observado os mandamentos desde a sua juventude, mas sem entender o porquê da observância. Algo semelhante estava acontecendo com os discípulos. Eles já tinham abandonado todos os bens conforme o pedido de Jesus ao jovem rico, mas sem entender o porquê do abandono! Se o tivessem entendido, não teriam ficado chocados com a exigência de Jesus. Quando a riqueza ou o desejo da riqueza ocupa o coração e o olhar, a pessoa já não consegue perceber o sentido do evangelho. Só Deus mesmo para ajudar! Jesus olhou para os discípulos e disse: "Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível."
            Pai, não permitas que o meu coração se apegue de tal forma aos bens deste mundo, a ponto de levar-me a te colocar em segundo lugar.
Fonte Padre BANTU SAYLA

sexta-feira, 22 de maio de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Jo 20,19-23 - 24.05.2015 - Assim como o Pai me enviou também eu vos envio: Recebei o Espírito Santo!

Pai,
que o teu Espírito Santo me recrie inteiramente,
de modo a banir para longe de mim todo medo e toda insegurança
que me impedem de dar testemunho do teu Reino.
Domingo de Pentecostes - Missa do Dia Páscoa
Cor: Vermelho

Evangelho - Jo 20,19-23

Assim como o Pai me enviou também eu vos envio: Recebei o Espírito Santo!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20,19-23

19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: 'A paz esteja convosco'.
20Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado.
Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
21Novamente, Jesus disse: 'A paz esteja convosco.
Como o Pai me enviou, também eu vos envio'.
22E depois de ter dito isto,
soprou sobre eles e disse: 'Recebei o Espírito Santo.
23A quem perdoardes os pecados,
eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes,
eles lhes serão retidos'.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão -  Jo 20,19-23
O Espírito Santo é o dom de Deus oferecido a nós

Com a solenidade de Pentecostes encerra-se o tempo da Páscoa. A promessa da vinda do Espírito Santo feita por Jesus aos seus discípulos se realiza (cf. At 1,8). Elevado à glória celeste, o Senhor nos enviou, da parte do Pai, o Espírito que o conduziu ao longo de toda a sua vida para que sejamos iluminados pelo Espírito Santo, que é o dom de Deus oferecido a nós para o testemunho. O dom do Espírito é o dom dos tempos escatológicos, o dom definitivo de Deus como cumprimento de toda a sua promessa. Hoje, Deus derramou o seu espírito sobre “toda carne” (cf. Jl 3,1-5). A humanidade inteira é destinatária desse poder que vem do alto. O Espírito é dado para fazer compreender e viver a palavra de Jesus Cristo. O Espírito Santo é uma realidade interior que nos ultrapassa infinitamente (cf. Jo 3,8). Ele enche toda a terra.
A festa cristã de Pentecostes coincide com a festa judia de Pentecostes (cf. At 1,1). De uma festa agrícola (Ex 12,15-17; Ex 34,22; Dt 16,10), o pentecostes judeu passou, no período pós-exílico, a ser a festa comemorativa da renovação da Aliança do Sinai (Ex 19,1). O adjetivo ordinal “pentecostes” indica o último dia de uma série de cinquenta dias. Essa coincidência
intencional das duas tradições tem por finalidade fazer compreender que o Espírito Santo é a lei interna da caridade. Todo o relato dos Atos dos Apóstolos precisa ser bem compreendido para que o sentido do texto não seja desvirtuado nem a mensagem do texto prisioneira de certas concepções equivocadas. O relato possui elementos claríssimos da teofania do Sinai: barulho ensurdecedor, fogo, espanto (cf. Ex 19,16). São elementos que, na cultura bíblica de determinada época, indicam a presença do próprio Deus. O barulho enche toda a casa, do mesmo modo que o Espírito Santo enche todos os que nela estão. Depois de um elemento sonoro, tem-se um elemento visual: “como que línguas de fogo”. Essas línguas de fogo simbolizam o poder de Deus que faz falar. O Espírito Santo é o poder de Deus que faz falar as maravilhas de Deus, sobretudo, o que Deus fez por toda a humanidade mediante seu Filho Jesus Cristo. Não se trata, aqui, de glossolalia, mas de um modo de afirmar a universalidade da missão da Igreja: o dom do Espírito impulsiona a Igreja a assumir cada cultura, a língua de cada povo, para poder fazer chegar a toda pessoa a graça do amor de Deus manifestada no Senhor Jesus Cristo. A linguagem do Espírito não é uma linguagem ordinária, pois ele comunica a realidade íntima de Deus, a verdade da vida espiritual. A ação interior do Espírito Santo é essencial para viver a fé, a esperança e a caridade. O Espírito Santo é o que faz com que a mensagem e a obra de Cristo entrem no mais profundo do coração, onde ele introduz o mistério pascal.
Pe. Carlos Alberto Contieri

Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=24%2F05%2F2015#ixzz3atDkBAyS 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 



SOMOS ENVIADOS PARA SER OUTROS “CRISTOS” Jo 20,19-23
HOMILIA

A Ressurreição do Senhor é o centro de tudo o que podemos celebrar. É o centro da nossa fé. O começo e o fim da nossa existência. Se falarmos do nascimento do Senhor, estaremos já nos preparando para este momento de Ressurreição. Se mencionarmos a sua morte, será para aderirmos à sua Ressurreição. Da Encarnação à Ressurreição, o Mistério é o mesmo. É preciso abertura de coração para acolher e viver este Mistério na fé.

O evangelista João inicia sua narrativa expondo a situação da comunidade. “Ao anoitecer, do primeiro dia da semana, estando trancadas as portas do lugar onde se encontravam os discípulos…”. Ele realça a situação de insegurança própria de quem perde as referências e que não sabe mais a quem recorrer. “Jesus aparece e se coloca no meio deles”. Os discípulos ficaram contentes por ver o Senhor, e recuperam a paz e a confiança. Eles redescobrem o Mestre como centro de referência: dEle recebem as coordenadas que os levam a superar o medo e a incerteza. Diante dos “sinais de suas mãos e do lado”, que evocam o amor total expresso na cruz, os discípulos sentem que nem o sofrimento, nem a morte, nem a violência do mundo poderão detê-los.

E Jesus prossegue: “Como o Pai me enviou, assim também envio vocês”. Vivificados pelo sopro do Espírito do Ressuscitado, os discípulos constituem a comunidade da nova Aliança e são enviados a testemunhar ao mundo, em gestos e palavras, a vida que o Pai deseja oferecer a toda a humanidade. Assim, quem aceitar a proposta do perdão dos pecados, será integrado na comunidade de Jesus que, animada pelo Espírito Santo, será mediadora da oferta do amor misericordioso do Pai.

A nova comunidade, por palavras e ações, tem a missão de criar as condições para que o Espírito seja acolhido pelos corações humanos. Assim, a comunidade gerada do sopro do Espírito do Ressuscitado se transformará numa comunidade reconciliadora e testemunha do amor gratuito e generoso do Pai.

É bom lembrar que na celebração do Pentecostes, cumpre-se a promessa de Jesus aos discípulos: “O Advogado, que eu mandarei para vocês de junto do Pai, é o Espírito da Verdade que procede do Pai. Quando ele vier dará testemunho de mim e vocês também darão testemunho de mim” (15, 26-27a). Reconhecer esta presença de Deus, que se fez um conosco, nos impulsiona a testemunhar e testemunhando anunciar que Ele esteve morto, mas agora vive. Que foi por nós, pregado numa Cruz, mas que para nossa salvação, ressuscita glorioso. Vem de Deus para nos trazer Deus. Volta para Deus para nos levar consigo até Deus.

“Se eu não for para junto do Pai, não poderei enviar-lhes o Dom do Pai”. Se eu não voltar para o meu Pai, não poderei levá-los para junto do meu Pai. É necessária esta passagem. Fez-se necessária a sua morte. Foi uma realidade este evento, é necessária total acolhida da nossa parte para recebermos o Dom do Pai. O Espírito Santo nos é oferecido para que vivamos no hoje da nossa história a alegria plena, pela certeza de que já fomos salvos pelo Cristo de Deus.

Para nós cristãos, Pentecostes é a plenitude da Páscoa e o dia do nascimento da Igreja com a missão de dar continuidade à obra do Ressuscitado no curso dos séculos, em meio à diversidade dos povos, animada pelo dom do Espírito enviado sobre as comunidades dos discípulos pelo Pai e pelo Filho glorificado.

À luz de Pentecostes, o anúncio do Evangelho consistirá sempre numa proposta de vida, vivida na reciprocidade, na escuta e na busca sincera da verdade, que abre horizontes ao diálogo, respeitoso e amigo, com cada pessoa e cada povo: com a presença do Espírito Santo, o mundo inteiro é renovado!

Quanto mistério nos envolve, quanta presença de Deus nos foi manifestada durante estes dias jubilosos! É da Cruz que nasce a Igreja. Do lado aberto do Senhor somos todos purificados, mas é do Espírito que o Pai nos envia, que temos força, coragem e entusiasmo para testemunhar este grandioso mistério. É Pentecostes o novo marco da nossa história pessoal e eclesial. É pelo Espírito Santo que nascemos para Deus. Através do Espírito de Cristo, somos configurados a Ele e nos empenhamos no caminho da virtude. É o Espírito Santo que como Dom do Pai, transforma nossa tristeza em perfeita alegria, que nos oferece a vitória através da Cruz. “Se com Ele morremos, com Ele ressuscitaremos”.

Somos hoje Maria, que acolhe o anúncio e imediatamente se coloca a serviço de quem necessita do nosso auxílio. Somos Maria Madalena, que tem o coração transformado pelo amor do seu Senhor, para no amor Dele transformar em alegria a tristeza de nossos irmãos. Somos Isabel, geradora de vida mesmo na velhice, quando nosso coração se abre para acolher a novidade da salvação que nos é oferecia. Somos ainda Zacarias, mergulhado num profundo e misterioso silêncio para compreender a realidade visível de um Deus invisível. Somos por fim, Igreja viva, sustentada e orientada pela ação do Espírito de Deus. O Dom de Deus que vai nos transformar e nos fará testemunhar que Cristo vive entre nós, é a alegria de pertencermos do Corpo Místico de Cristo, que vive e reina para sempre, aquecendo o nosso coração a caminho do novo Emaús, que nos leva a partilhar o pão do céu.

Pela alegria de servir, pelo júbilo de um encontro com o Senhor, pela certeza de sua presença transformadora e pelo mergulho da fé no Mistério de Deus, vamos anunciar pela nossa vida, que Cristo ressuscitou e vive entre nós. Que somos outros “Cristos” testemunhando a graça, o amor e o Dom de Deus no mistério de Pentecostes.
Fonte Canção Nova

quinta-feira, 21 de maio de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Jo 21,20-25 - 23.05.2015 - Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.

Foto internet
Fonte oração Paulinas
Pai,
como o discípulo amado,
desejo estar perto de Jesus e ser amado por ele.
Seja o testemunho deste amor suficientemente forte
para atrair muitos outros discípulos para ele.
Sábado da 7ª Semana da Páscoa
Cor: Branco

Evangelho - Jo 21,20-25

Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 21,20-25

Naquele tempo:
20Pedro virou-se
e viu atrás de si aquele outro discípulo
que Jesus amava,
o mesmo que se reclinara
sobre o peito de Jesus durante a ceia
e lhe perguntara: 'Senhor, quem é que te vai entregar?'
21Quando Pedro viu aquele discípulo,
perguntou a Jesus: 'Senhor, o que vai ser deste?'
22Jesus respondeu:
'Se eu quero que ele permaneça até que eu venha,
o que te importa isso?
Tu, segue-me!'
23Então, correu entre os discípulos a notícia
de que aquele discípulo não morreria.
Jesus não disse que ele não morreria, mas apenas:
'Se eu quero que ele permaneça até que eu venha,
que te importa?'
24Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas
e que as escreveu;
e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.
25Jesus fez ainda muitas outras coisas,
mas, se fossem escritas todas,
penso que não caberiam no mundo
os livros que deveriam ser escritos.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 21, 20-25

O testemunho dos discípulos de Jesus é sempre verdadeiro, uma vez que, assistidos pelo Espírito Santo, que nos revela a plenitude da verdade, realizam a sua missão. E esse testemunho deve ser de tal modo que convença todas as pessoas a respeito de Jesus, caminho, verdade e vida, e as leve a dar a ele uma resposta positiva de adesão ao seu projeto de amor para se tornarem, conosco, verdadeiras testemunhas dele e operários do seu projeto. Assim, cada vez mais o Reino cresce no meio de nós, o mundo é transformado de acordo com os valores pregados por Jesus, e as obras dele continuam acontecendo.
Fonte CNBB



JESUS E O OUTRO DISCÍPULO Jo 21,20-25
HOMILIA

Estamos diante de uma forte e verdadeira harmonia entre o mestre que chama e convida e Pedro que reconhecendo a sua falha, o seu pecado em ter negado, traído e ter entregue à prisão se assim podemos dizer o seu Senhor. Depois de termos testemunhado a tríplice chamada Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?e o quanto Jesus o confirma na sua missão, apascenta as minhas ovelhas. Quando tu eras criança, tu mesmo te aprontavas e ias para onde querias. Mas eu te digo que isto é verdade: quando fores velho, tu estenderás as mãos, alguém te cingirá a cintura e te levará para onde tu não quererias ir. No de hoje, ante a preocupação de Pedro sobre o futuro de João, Jesus simplesmente responde: tu vens e segue-me!
Primeiro vemos a decisão do mestre em apostar na pessoa de Pedro e depois, a preocupação de que a pessoa que é chamada não pode olhar para o sim dos outros. É necessário que cada um responda o seu sim. Pois assim como o chamamento é pessoal assim o é também a resposta.
Muitas pessoas gostam de dizer “ eu vou ajudar, ou trabalhar, vou contribuir se o fulano ou fulana participarem. Todas as vezes que assim pensares quer no teu coração, quer falando Jesus te responde como à Pedro: Se eu quiser que ele viva até que eu volte, o que é que te importa? Tu vem e segue-me! Ele quer que tu diga, sim e como Pedro reabilites a tua sua tríplice confissão de fé a Jesus. Até porque o discípulo que Jesus amava esteve sempre presente e fiel até ao pé da cruz.Neste texto que é o final do Evangelho de João, é recordado o discípulo amado – João – como modelo dos seguidores de Jesus. O discípulo amado é aquele que também ama e, por amar, conduz as pessoas a Jesus.
Neste texto Jesus quer que nós façamos uma clara distinção entre o morrer e o permanecer. A morte é passageira, porém a permanência no amor, em Jesus e no Pai, é eterna. Para fortalecimento da fé dos leitores, o autor garante que é testemunha de todas as coisas narradas.
O que o texto diz para mim, hoje? Posso me comparar a João? Amo a Jesus e levo outras pessoas por este mesmo caminho? O que o texto me leva a dizer a Deus? Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Meu novo olhar é aquele do: O compromisso missionário de toda a comunidade. Que sai ao encontro dos afastados, interessa-se por sua situação, a fim de reentroduzí-los na Igreja e convidá-los a novamente se envolverem com ela? Faça tua esta reflexão meu irmão e minha irmã! Pois a vida deste mundo é breve. Quanto mais dura menos dura! Só o amor no Pai, na pessoa de Jesus Seu Filho amado no poder do Espírito Santo teremos a vida eterna, ou seja, que permaneceremos vivos eternamente.
Senhor faça-me perceber as discriminações e exclusões que marcam a sociedade. Conduze meu olhar e ajuda-nos a reconhecer os nossos preconceitos. Ensina-nos a expulsar todo desprezo de meu coração, para que aprecie a alegria de viver na unidade. Amém.
Fonte Padre BANTU SAYLA

quarta-feira, 20 de maio de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Jo 21,15-19 - 22.05.2015 - Apascenta os meus cordeiros. Apascenta as minhas ovelhas.

Foto internet
Fonte oração Paulinas
Pai,
torna cada vez mais consistente meu amor a teu Filho Jesus,
e confirma minha condição de discípulo
que deseja dar testemunho autêntico de sua fé.
6ª-feira da 7ª Semana da Páscoa
Cor: Branco

Evangelho - Jo 21,15-19

Apascenta os meus cordeiros.
Apascenta as minhas ovelhas.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 21,15-19

Jesus manifestou-se aos seus discípulos e,
15depois de comerem, perguntou a Simão Pedro:
'Simão, filho de João,
tu me amas mais do que estes?'
Pedro respondeu:
'Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo'.
Jesus disse: 'Apascenta os meus cordeiros'.
16E disse de novo a Pedro:
'Simão, filho de João, tu me amas?'
Pedro disse: 'Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo'.
Jesus disse-lhe: 'Apascenta as minhas ovelhas'.
17Pela terceira vez, perguntou a Pedro:
'Simão, filho de João, tu me amas?'
Pedro ficou triste,
porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava.
Respondeu: 'Senhor, tu sabes tudo;
tu sabes que eu te amo'.
Jesus disse-lhe: 'Apascenta as minhas ovelhas.
18Em verdade, em verdade te digo:
quando eras jovem,
tu te cingias e ias para onde querias.
Quando fores velho,
estenderás as mãos e outro te cingirá
e te levará para onde não queres ir.'
19Jesus disse isso,
significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus.
E acrescentou : 'Segue-me'.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 21, 15-19

O amor a Jesus é a condição fundamental para que possamos participar da missão evangelizadora da Igreja. Qualquer outra motivação é insuficiente para tal e está fadada ao fracasso. Não é a toa que Jesus pergunta três vezes a Pedro se ele o ama. Isso quer dizer que todos os que querem de fato participar da missão evangelizadora da Igreja devem se questionar constantemente sobre o seu amor a Jesus, renovar este amor a cada dia e buscar formas de aprofundar ainda mais este amor, principalmente através da participação na Eucaristia, leitura e meditação da Palavra, cultivo da vida interior e vivência cada vez maior do amor para com os pobres e necessitados.
Fonte CNBB



SIMÃO TU ME AMAS? Jo 21,15-19
HOMILIA

O que mais atrai sobre nós a benevolência do Alto é a nossa solicitude para com Jesus na pessoa do próximo. Foi por isso que Cristo o exige de Pedro: Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes? A resposta de Pedro por outro lado não esconde a sua satisfação e opção por Jesus. E então responde: Sim, Senhor, tu bem sabes que eu te amo. E Jesus lhe diz: Apascenta as minhas ovelhas.

Por que, deixando os outros apóstolos de lado, Jesus se dirige a Pedro? É que Pedro era o primeiro entre os apóstolos, o que falava em nome deles, o chefe do seu grupo, tanto que o próprio Paulo vem consultá-lo um dia, e não aos outros. Para demonstrar a ele que podia confiar plenamente. E porque que sua negação fora anulada, Jesus lhe dá agora a primazia entre os seus irmãos. Não menciona que o negou, nem o envergonha com o seu passado. “Se tu me amas, diz ele, Tome conta das minhas ovelhas que também são os teus irmãos. Ou seja, permanece à frente de teus irmãos; e dê provas, agora, daquele amor apaixonado que sempre demonstraste por mim, com tanta alegria! A vida, que dizias estar pronto a dar em meu favor, eu quero que a dês pelas minhas ovelhas. Está exigência é feita também a ti e a mim meu irmão. Se amamos a Deus devemos manifestá-lo em nossos irmãos e irmãs.

Interrogado uma primeira vez e depois uma segunda, Pedro apela para o testemunho daquele que conhece o segredo dos corações. Interrogado uma terceira vez, ele se perturba, e o temor o domina. Lembra-se de que outrora fizera afirmações solenes, que os acontecimentos haviam desmentido. E é por isso que procura, agora, apoiar-se em Jesus: O senhor sabe tudo e sabe que eu o amo, Senhor! É como se dissesse Senhor, Tu conheces tudo, o presente quanto o futuro. Vede como se tornou melhor e mais humilde, como perdeu sua arrogância e seu espírito de contradição! Perturbou-se ao pensamento de que podia ter a impressão de amar, sem amar realmente. Tanto estava seguro de mim mesmo no passado, pensa ele, como agora me sinto confuso. Jesus o interroga três vezes, e três vezes lhe dá a mesma ordem: Apascenta as minhas ovelhas. Demonstra assim o apreço que tem pelo cuidado de suas ovelhas, pois faz, de tal cuidado, a maior prova de amor para com ele.

Depois de ter falado a Pedro deste amor, Jesus prediz o martírio que lhe está destinado. Manifesta desse modo toda a confiança que deposita nele. Para nos dar um exemplo de amor e mostrar a melhor forma de amar, diz ele: Quando você era moço, você se aprontava e ia para onde queria. Mas eu afirmo a você que isto é verdade: quando for velho, você estenderá as mãos, alguém vai amarrá-las e o levará para onde você não vai querer ir.

Era, aliás, o que Pedro tinha querido e desejado outrora; por isso é que Jesus lhe fala assim. Pedro dissera, com efeito: Eu darei a minha vida por ti! (Jo 13, 37). E também: Ainda que eu tenha de morrer contigo, não te negarei! (Mt 26, 35; Mc 14, 31). Jesus consente o seu desejo. Fala-lhe desse modo não para amedrontá-lo, mas para reanimar seu ardor. Conhece seu amor e sua impetuosidade; pode anunciar-lhe o gênero de morte que lhe reserva no futuro. Pedro sempre desejara enfrentar perigos por Cristo. Tem confiança, diz Jesus, teus desejos serão satisfeitos; o que não suportaste em tua mocidade suportará na velhice. E, para nos chamar a atenção, São João acrescenta: Jesus disse isso para dar a entender com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E esta palavra nos ensina que a nossa honra e glória está em dar a nossa vida por Cristo em nossos irmãos e irmãs que lutam por um lugar ao sol.

Pai torna cada vez mais consistente meu amor por teu Filho Jesus na pessoa do pobre, do órfão, da viúva, do abandonado, do doente, do drogado, da prostituta, do homossexual, deficiente e de todos aqueles que por esta ou outra razão estão privados da sua dignidade de ser criado à Imagem e semelhança vossa e confirma minha condição de discípulo e missionário do vosso Filho para que no poder e a força do Espírito Santo todos tenham vida e a tenham em plenitude. Amén!
Fonte Canção Nova

terça-feira, 19 de maio de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Jo 17,20-26 - 21.05.2015 - Para que eles cheguem à unidade perfeita.

Foto internet
Fonte oração Paulinas
Espírito de comunhão,
não permitas que se rompam os laços
que me ligam a todos os meus irmãos e irmãs,
e faça-me compreender o valor da unidade proclamada por Jesus.
5ª-feira da 7ª Semana da Páscoa
Cor: Branco

Evangelho - Jo 17,20-26

Para que eles cheguem à unidade perfeita.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 17,20-26

Naquele tempo, Jesus levantou os olhos ao céu e disse:
Pai Santo,
20eu não te rogo somente por eles,
mas também por aqueles
que vão crer em mim pela sua palavra,
21para que todos sejam um
como tu, Pai, estás em mim e eu em ti,
e para que eles estejam em nós,
a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.
22Eu dei-lhes glória que tu me deste,
para que eles sejam um, como nós somos um:
23eu neles e tu em mim,
para que assim eles cheguem à unidade perfeita
e o mundo reconheça que tu me enviaste
e os amaste, como me amaste a mim.
24Pai, aqueles que me deste,
quero que estejam comigo onde eu estiver,
para que eles contemplem a minha glória,
glória que tu me deste
porque me amaste antes da fundação do universo.
25Pai justo, o mundo não te conheceu,
mas eu te conheci,
e estes também conheceram que tu me enviaste.
26Eu lhes fiz conhecer o teu nome,
e o tornarei conhecido ainda mais,
para que o amor com que me amaste esteja neles,
e eu mesmo esteja neles'.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 17, 20-26

Jesus nos pede para viver a unidade de tal modo que possamos testemunhar a unidade da Trindade. Esta vivência da unidade não significa uma uniformidade, mas que todos vivamos de acordo com as nossas condições e de diferentes formas os mesmos valores. Assim, encontramos na Igreja diferentes formas de espiritualidade e de ação evangelizadora totalmente diferentes entre si, mas essas diferenças não ferem a unidade dos cristãos porque são formas diferentes e não essências, são formas diferentes de viver a mesma fé e participar no mesmo projeto anunciado por Jesus.
Fonte CNBB



Que todos sejam um - Jo 17, 20-26
HOMILIA


Estamos diante da continuação do discurso da ceia e Jesus intercedendo por todos! Tanto os discípulos quanto aqueles que mais tarde acreditariam na sua mensagem.
Num mundo onde pessoas se afundam na lama do vício e pecado, no desespero e tentando levantar a mão pedindo socorro, mas ainda são empurradas para o precipício, angustiadas; Onde esposos se agridem, caminhando para a separação e divórcio; pais a serem maltratados por seus filhos; filhos a serem torturados até à morte por seus próprios pais que tristeza!
Onde a unidade desejada por Jesus e o Pai ( E peço que todos sejam um. E assim como tu, meu Pai, estás unido comigo, e eu estou unido contigo, que todos os que crerem também estejam unidos a nós) é ferida pelo maior escândalo no mundo, que consiste na divisão entre pobres e ricos.
Os ricos apropriam-se dos meios que sustentam a vida e relegam os pobres à privação e à morte; os paises ricos e os empobrecidos cada vez mais distantes uns dos outros; Grandes barreiras e murros são construídos excluindo e eliminando os povos empobrecidos, que dizer? Estamos diante de uma terrível violência, vingança e ódio no mundo em que vivemos!
Mas graças a Deus este não é o nosso fim! Pois, Aquele que desde o começo pensou em nós está atento a tudo e Ele mesmo decidiu vir até nós para nos consagrar na unidade. Embora vivendo ainda no mundo, Jesus atrai-nos para as realidades do céu (Pai, quero que, onde eu estiver, aqueles que me deste estejam comigo a fim de que vejam a minha natureza divina). Ele reza por nós a Deus seu Pai e por isso também nosso Pai, para que Ele nos guarde na unidade e uma vez assim guardado sejamos um no amor, o que significa unidade no gozo da vida de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
Pai, fazei-me continuador da missão de Jesus, que consiste em manter a unidade da Tua Igreja, para que embora vivendo ainda no mundo possamos saborear já aqui na terra aquilo que seremos lá no céu.
Fonte Padre Bantu Mendonça