segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mc 10,28-31 - 28.02.2017

3ª-feira da 8ª Semana do Tempo Comum
28 de Fevereiro de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mc 10,28-31

Receberá cem vezes mais agora, durante esta vida
com perseguições e, no mundo futuro, a vida eterna.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 10,28-31

Naquele tempo:
28Começou Pedro a dizer a Jesus:
'Eis que nós deixamos tudo e te seguimos.'
29Respondeu Jesus:
'Em verdade vos digo,
quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos,
campos, por causa de mim e do Evangelho,
30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida
- casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos,
com perseguições -
e, no mundo futuro, a vida eterna.
31Muitos que agora são os primeiros serão os últimos.
E muitos que agora são os últimos serão os primeiros.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mc 10, 28-31
Eu posso contribuir para a minha salvação na medida em que eu faço de Deus o centro da minha vida e a causa da minha felicidade, submetendo-me totalmente a ele. Se eu vivo apegado às coisas do mundo, eu vivo em função delas e coloco nelas a minha felicidade, fechando o meu coração à ação divina e a minha vida ao projeto do reino dos céus. Para conseguir o desapego das coisas do mundo, é necessário que a gente procure assumir uma nova hierarquia de valores que faz com que sejamos capazes de desprezar os bens materiais, mas rejeitar os valores do mundo significa sofrer perseguições nesta vida. É preciso renunciar aos valores do mundo para ter a vida em Cristo.
Fonte CNBB


Os humildes são reconhecidos no coração de Deus
HOMILIA

Os humildes são reconhecidos no coração de Deus. Quem é considerado o último, sem prestígio e sem valor algum neste mundo tem um lugar muito especial no coração de Deus!

“Muitos dos primeiros serão os últimos, e dos últimos serão os primeiros” (Marcos 10, 31).

A lógica do Reino de Deus não é a mesma lógica deste mundo. Neste mundo os primeiros são os que mais têm, são os que mais possuem, são os que mais podem, porque a lógica dele [mundo] é baseada no ter, no poder e no prazer. Por isso quem pode mais e quem tem mais sempre manda, comanda e é exaltado pelos homens.

Muitas vezes, nós nos preocupamos com o lugar que podemos ocupar no coração de Deus, contudo, algumas vezes, a nossa inquietação é com relação ao lugar que nós ocupamos neste mundo e no coração das pessoas.

A respeito do coração de Deus, deixe-me dizer uma coisa a você: quem este mundo considera último, sem prestígio, sem valor algum, esse tem um lugar muito especial no coração de Deus! Da minha parte, uma veneração muito grande pelos pobres, pelos sofridos e pelos desprovidos de bens materiais! A minha total veneração por aqueles que trabalham honestamente e dão o melhor de si para ganhar o pão sofrido do trabalho com o suor do seu rosto! Não são reconhecidos, não são aplaudidos, muitas vezes, são injustiçados com salários que não são dignos, com a falta de promoção e de reconhecimento. Mas não se esqueça de que esses são os reconhecidos e os promovidos no coração de Deus!

Há aqueles que já nasceram pobres e muito pobres por condições materiais e por terem vindo de famílias que não lhes puderam lhes dar uma vida mais digna e mais justa. Há aqueles que sofrem nas sarjetas deste mundo, que não tiveram oportunidade nenhuma de melhorar de vida, de crescer e evoluir; porque a sociedade não lhes deu espaço, não lhes deu voz nem vez. Essas pessoas não conseguiram, como queriam, chegar um pouco mais longe. Saiba que essas pessoas não são esquecidas por Deus, Ele está com elas!

E também há aqueles que se fizeram pobres, se colocaram para viver e ser como os pobres. Há aqueles que de uma forma muito espiritual vivem isso. Conheço tantas pessoas ricas, no meio de nós, que têm um coração humilde, uma vivência e uma simplicidade encantadoras. Há aqueles que deixam tudo: oportunidades, serviços e trabalhos para viver uma vida de radicalidade e entrega a Deus e ao Seu Reino.

Nenhuma pessoa que tenha deixado pai, mãe, bens materiais ou a possibilidade de adquiri-los por causa de Deus deixará de receber de Deus cem vez mais aqui e depois na vida futura.

Você é um abençoado de Deus e será muito mais abençoado quando souber ser livre, despojado e usar tudo o que tem e pode em favor dos outros, dos menos favorecidos e dos mais sofridos deste mundo! O mundo talvez não vá valorizá-lo, não vá reconhecê-lo; talvez você não seja aplaudido (e os aplausos do mundo não nos fazem bem!), mas no coração de Deus você ocupará um lugar primordial, que é somente seu!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte http://homilia.cancaonova.com/



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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mc 10,17-27 - 27.02.2017

2ª-feira da 8ª Semana do Tempo Comum
27 de Fevereiro de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mc 10,17-27

Vende tudo o que tens e segue-me!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 10,17-27

Naquele tempo:
17Quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo,
ajoelhou-se diante dele, e perguntou:
'Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?'
18Jesus disse: 'Por que me chamas de bom?'
Só Deus é bom, e mais ninguém.
19Tu conheces os mandamentos:
não matarás; não cometerás adultério; não roubarás;
não levantarás falso testemunho;
não prejudicarás ninguém;
honra teu pai e tua mãe!'
20Ele respondeu: 'Mestre, tudo isso
tenho observado desde a minha juventude'.
21Jesus olhou para ele com amor, e disse:
'Só uma coisa te falta:
vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres,
e terás um tesouro no céu.
Depois vem e segue-me!'
22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido
e foi embora cheio de tristeza,
porque era muito rico.
23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos:
'Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!'
24Os discípulos se admiravam com estas palavras,
mas ele disse de novo:
'Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus!
25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha
do que um rico entrar no Reino de Deus!'
26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso,
e perguntavam uns aos outros:
'Então, quem pode ser salvo?'
27Jesus olhou para eles e disse:
'Para os homens isso é impossível, mas não para Deus.
Para Deus tudo é possível'.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mc 10, 17-27
O evangelho de hoje nos apresenta, no caso do jovem rico, um grave erro que pode ocorrer na vida de todos nós no que diz respeito à questão da salvação e que se refere ao sujeito da salvação. Às vezes, a gente escuta que as pessoas devem esforçar-se para se salvarem e eu penso que eu devo conseguir me salvar. Ora, ninguém salva a si próprio. Eu não posso ser o meu salvador. Os discípulos perguntaram: "Quem então poderá salvar-se?" A resposta de Jesus é: "Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus, tudo é possível". Não podemos confiar a nossa salvação nem em nós mesmos, nem nos outros e nem nos bens materiais, pois nada ou ninguém, a não ser o próprio Deus, podem nos salvar.
Fonte CNBB


Que o dinheiro esteja sempre a serviço do bem e da vida
HOMILIA

Que o dinheiro esteja sempre a serviço do bem e da vida, da igualdade, da promoção da vida e dos verdadeiros valores. E que não o idolatremos nem nos curvemos diante dele!

“Filhinhos, quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que põem sua confiança nas riquezas” (Marcos 10, 24).



A Palavra de Deus, que vem hoje ao nosso encontro, quer nos fazer um profundo e sério questionamento: Qual é o lugar que os bens e as riquezas deste mundo ocupam em nosso coração? Porque não é o problema da riqueza e do dinheiro em si, dos bens materiais pelos bens materiais, mas o lugar que eles têm ocupado em nosso coração.

Veja, nós podemos até ser pessoas boas, honestas, justas, cumpridoras dos preceitos divinos, como era esse homem do Evangelho de hoje, mas precisamos saber a quem nós servimos, diante de quem nós nos curvamos, onde colocamos a nossa esperança, o nosso coração, nosso amor e nossos anseios.

O dinheiro é uma coisa necessária para a vida, para subsistência, para a sobrevivência a fim de que possamos agilizar as coisas de que precisamos para a nossa vida e para os nossos. No mundo em que vivemos ninguém vive sem dinheiro, mas o que não pode acontecer é vivermos somente para ele [o dinheiro], porque muitas pessoas se curvam diante do dinheiro, porque o dinheiro compra pessoas, ele vende as pessoas e manda nas relações humanas.

Aquilo que o homem viveu no Evangelho de hoje é um profundo e sério questionamento. Não é problema ele ser rico, mas sim a forma como a riqueza dá liberdade à sua vida.

Deixe-me dizer uma coisa a você: não há problema nenhum em ter dinheiro, mas há um sério problema em ser possuído pelo dinheiro, pela cobiça do ter mais e querer ser mais a partir daquilo que temos. Trabalhar honestamente, melhorar de vida, ter melhores condições para sua casa, para sua família, isso não é nenhum problema!

O problema tanto em quem é pobre como em quem é rico é medir a sua vida pelo dinheiro e pela cobiça desenfreada pelos bens. O problema está no lugar que o dinheiro ocupa em nossa vida. Quando o dinheiro nos rouba de Deus e ocupa o lugar de Deus em nosso coração, aí está a idolatria, aí está a perdição; aí está realmente a perda do sentido essencial da nossa vida.

Sirvamos a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, com todo o nosso empenho, e trabalhemos por um mundo mais justo, mais honesto e mais igualitário. Trabalhemos para ter uma vida mais justa, digna e honesta para os nossos. Mas não sirvamos ao dinheiro e que ele esteja a serviço do bem, da igualdade, da promoção da vida, da promoção dos verdadeiros valores.

Só quem pode promover tudo isso é quem sabe usar o dinheiro para o bem e não é comandado por ele!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte http://homilia.cancaonova.com/

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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 6,24-34 - 26.02.2017

8º Domingo do Tempo Comum
26 de Fevereiro de 2017
Cor: Verde
Evangelho - Mt 6,24-34

Não vos preocupeis com o dia de amanhã.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 6,24-34

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
24Ninguém pode servir a dois senhores:
pois, ou odiará um e amará o outro,
ou será fiel a um e desprezará o outro.
Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.
25Por isso eu vos digo:
não vos preocupeis com a vossa vida,
com o que havereis de comer ou beber;
nem com o vosso corpo,
com o que havereis de vestir.
Afinal, a vida não vale mais do que o alimento,
e o corpo, mais do que a roupa?
26Olhai os pássaros dos céus:
eles não semeiam, não colhem,
nem ajuntam em armazéns.
No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta.
Vós não valeis mais do que os pássaros?
27Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida,
só pelo fato de se preocupar com isso?
28E por que ficais preocupados com a roupa?
Olhai como crescem os lírios do campo:
eles não trabalham nem fiam.
29Porém, eu vos digo:
nem o rei Salomão, em toda a sua glória,
jamais se vestiu como um deles.
30Ora, se Deus veste assim a erva do campo,
que hoje existe e amanhã é queimada no forno,
não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé?
31Portanto, nóo vos preocupeis, dizendo:
O que vamos comer? O que vamos beber?
Como vamos nos vestir?
32Os pagãos é que procuram essas coisas.
Vosso Pai, que está nos céus,
sabe que precisais de tudo isso.
33Pelo contrário, buscai em primeiro lugar
o Reino de Deus e a sua justiça,
e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo.
34Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã,
pois o dia de amanhã terá suas preocupações!
Para cada dia, bastam seus próprios problemas.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 6,24-34
«Não vivais preocupados quanto à vossa vida»

Hoje, Jesus, recorreu a metáforas tomadas da natureza, próprias do seu entorno nas terras mais férteis da Galileia, onde passou sua infância e sua adolescência —os lírios do campo e os pássaros do céu— nos lembram que Deus Pai é providente e que, se vela pelas suas criaturas mais débeis, tanto mais o fará pelos seres humanos, suas criaturas prediletas (cf. Mt 6,26.30).

O texto de Mateus é de um caráter alegre e otimista, onde encontramos um Filho muito orgulhoso do seu Pai porque este é providente e vela constantemente pelo bem-estar da sua criação. Esse otimismo de Jesus não somente deve ser o nosso para que nos mantenhamos firmes na esperança —«Não vivais preocupados» (Mt 6,31)— quando surgem as situações duras em nossas vidas. Também deve ser um incentivo para que nós sejamos providentes num mundo que necessita viver o que é a verdadeira caridade, ou seja, o oferecimento do amor em ação.

Geralmente, nos dizem que temos de ser os pés, as mãos, os olhos, os ouvidos, a boca de Jesus em meio do mundo, mas, no sentido da caridade a situação e ainda mais profunda: Temos de ser isso mesmo, mas do Pai providente dos céus. Os seres humanos estamos chamados a fazer realidade essa Providência de Deus, sendo sensíveis e acundido em auxílio dos mais necessitados.

Em palavras de Bento XVI, «Destinatários do amor de Deus, os homens são constituídos sujeitos de caridade, chamados a fazerem-se eles mesmos instrumentos da graça, para difundir a caridade de Deus e tecer redes de caridade». Mas, também lembrou-nos o Santo Pai que a caridade tem que ir acompanhada da Verdade que é Cristo, para que não se transforme num mero ato de filantropia, despojada de todo o sentido espiritual cristão próprio dos que vivem segundo nos ensinou o Mestre.
Rev. Pe. Floyd L. McCOY Jordán 
(Hormigueros, Porto Rico)
© evangeli.net M&M Euroeditors


Coloque seus bens e dons a serviço de Deus e dos irmãos
HOMILIA

Coloque seus bens materiais e seus dons a serviço de Deus, dos irmãos e do Evangelho para um mundo mais fraterno e justo.

“Não podeis servir a Deus e à riqueza. Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida” (Mateus 6, 24-25).

A Palavra de Deus, semeada em nossos corações hoje, nos dá a graça de meditar sobre dois contextos importantes para a nossa vida. O primeiro contexto é: a quem nós servimos? A quem nós estamos a serviço nesta vida, a quem entregamos e dispomos o nosso coração, porque é a quem servimos que colocamos o nosso coração.

Portanto, se queremos servir a Deus, nós não podemos ser escravos do dinheiro nem dominados por ele. Ao contrário, o dinheiro é que tem de estar a nosso serviço e nós é que temos de dominá-lo. Temos que colocar o dinheiro, as riquezas e as posses que temos – sejam elas poucas ou muitas – a serviço do bem, do próximo e do Evangelho para um mundo mais fraterno e justo.

Não podemos ser reféns daquilo que o dinheiro faz com a vida das pessoas. Há muita gente sofrida, machucada, deprimida e que perdeu o sentido da vida porque perdeu tudo o que tinha ou porque não acumulou tudo o que queria. Pessoas escravas da posse, no sentido mais negativo da palavra “dinheiro”, escravas da avareza, do desejo da posse e de sempre ter mais e nunca estar satisfeitas com o que têm.

Confiar em Deus é a segunda dinâmica a que a Palavra de Deus nos chama a nos dispor. O mesmo Deus que provém todos os bens da natureza há de cuidar de nós. Talvez alguém se confunda e queira entender que “providência de Deus” é estar de braços cruzados esperando as coisas acontecerem, porque do céu cairá o “maná” e o “manjar” para ele sobreviver. Não é isso. A providência de Deus é abençoar o trabalho justo e digno que fazemos; a providência de Deus é multiplicar, é fazer render o nosso empenho para poder dar o melhor de nós a nossa casa.

Muitas vezes, o dinheiro que temos não rende nada. Conheço pessoas que ganham tão pouco e este rende tanto, e também conheço pessoas que ganham muito, mas o muito não dá para nada. A providência de Deus acontece em nossa vida quando permitimos Deus abençoar, cuidar, dispor e prover do que temos não só para o nosso bem, mas para sermos fraternos e para que façamos a graça de Deus também acontecer para outros.

Não confundamos providência com o nós termos algo e o outro não ter nada. Não confundamos providência com poder acumular, ter muitas coisas e nos sentir abençoados, acreditando que aquele que não tem é o amaldiçoado.

A providência é sabermos dispor do que temos para Deus e permitir que Ele o abençoe para usar para o nosso bem, para o bem dos nossos e para o próximo que Deus coloca ao nosso lado!

Deus abençoe!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte http://homilia.cancaonova.com/

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domingo, 19 de fevereiro de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mc 10,13-16 - 25.02.2017

Sábado da 7ª Semana do Tempo Comum
25 de Fevereiro de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mc 10,13-16

Quem não receber o Reino de Deus como uma criança,
não entrará nele.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 10,13-16

Naquele tempo:
13Traziam crianças para que Jesus as tocasse.
Mas os discípulos as repreendiam.
14Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse:
'Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais,
porque o Reino de Deus é dos que são como elas.
15Em verdade vos digo:
quem não receber o Reino de Deus como uma criança,
não entrará nele.'
16Ele abraçava as crianças
e as abençoava, impondo-lhes as mãos.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mc 10, 13-16
O Reino de Deus é para aqueles que são como crianças. A criança é aquela que depende totalmente das outras pessoas e não tem nada a oferecer em troca daquilo que lhes dão. Assim devemos ser diante de Deus. Devemos ter plena consciência de que dependemos totalmente dele para que possamos entrar no Reino dos Céus e nada podemos oferecer em troca disso. A salvação nos é dada pelo amor gratuito de Deus e pelos méritos de Jesus Cristo. Ninguém pode se salvar. Jesus é o único salvador.Devemos, como as crianças diante dos adultos, colocar a nossa confiança em Deus, e viver em constante ação de graças porque ele, gratuitamente, nos salva.
Fonte CNBB


A oração deve ser o motor que move a nossa relação com Deus
HOMILIA

Só a oração consegue nos manter com os pés no chão, ajudando-nos a não perdemos a sobriedade quando passamos por momento de grande êxito; e a não desanimarmos quando enfrentamos as adversidades.

”Caríssimos, se alguém dentre vós está sofrendo, recorra à oração. Se alguém está alegre, entoe hinos” (Tg 5,13).

Estamos meditando a Carta de São Tiago com todos aqueles ensinamentos maravilhosos que ele nos traz e, hoje, ele nos ensina a importância, a obrigação, o bálsamo e o remédio que é a oração para a nossa vida, a oração insistente e perseverante. Quer dizer: orarmos em todas as circunstâncias da vida e fazermos da nossa vida uma oração constante. Não rezamos só em certos momentos da vida!

Como a Palavra de Deus nos diz hoje: se alguém está sofrendo: recorra à oração, transforme a sua oração, suas lágrimas, suas dores e tudo o que você está passando em uma verdadeira prece a Deus. Uma prece de um angustiado, de um sofredor; faça do sofrimento a sua oração e o seu caminho para chegar até Deus.

E se você vive um momento de euforia, de alegria, de vitória, de êxito, transforme tudo isso em hinos de louvor, de agradecimento, de reconhecimento pela manifestação bondosa de Deus em sua vida. Mas se alguém está muito doente e sem forças para rezar, mande chamar o sacerdote, o presbítero, para que este vá levar a unção dos enfermos a essa pessoa.

Estando com saúde, estando enfermo; não importa a nossa situação, o importante é entendermos esse remédio fundamental, que é alívio e conforto para a nossa alma: a oração.

A oração deve ser o motor que move a nossa relação com Deus, só a oração é capaz de dar sentido aos sofrimentos, às tristezas, às decepções por que nós passamos na vida. Só a oração consegue nos manter com os pés no chão, ajudando-nos a não perdemos a sobriedade quando passamos por momento de grande êxito; e a não desanimarmos quando enfrentamos as adversidades.

A oração é atitude de alguém que confia sempre em Deus, que sabe que precisa do Seu socorro, do Seu auxílio e da Sua ajuda, por isso, recorre sempre a Ele. A Palavra de Deus nos chama à atenção, hoje, também sobre a importância e o valor da intercessão, de orarmos uns pelos outros. Primeiro: procurarmos o santo remédio da confissão, reconhecendo a nossa pobreza, a nossa miséria e irmos confessar os nossos pecados. Segundo: alguém estando doente, alguém precisando (e quem de nós não precisa de oração?), é importante orarmos uns pelos outros!

Mamãe, coloque a mão sobre seu filho e reze por ele; mulher, reze pelo seu marido, coloque a mão sobre ele, mesmo que ele não goste de oração; com ele dormindo, com ele acordado, não importa! A oração feita com fé é eficaz e poderosa! Usemos essa graça que Deus nos deu, porque a oração do justo movimenta os Céus!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte http://homilia.cancaonova.com/

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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mc 10,1-12 - 24.02.2017

6ª-feira da 7ª Semana do Tempo Comum
24 de Fevereiro de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mc 10,1-12

O que Deus uniu, o homem não separe!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 10,1-12

Naquele tempo:
1Jesus foi para o território da Judéia,
do outro lado do rio Jordão.
As multidões se reuniram de novo, em torno de Jesus.
E ele, como de costume, as ensinava.
2Alguns fariseus se aproximaram de Jesus.
Para pô-lo à prova,
perguntaram se era permitido ao homem
divorciar-se de sua mulher.
3Jesus perguntou:
'O que Moisés vos ordenou?'
4Os fariseus responderam:
'Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio
e despedi-la'.
5Jesus então disse:
'Foi por causa da dureza do vosso coração
que Moisés vos escreveu este mandamento.
6No entanto, desde o começo da criação,
Deus os fez homem e mulher.
7Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe
e os dois serão uma só carne.
8Assim, já não são dois, mas uma só carne.
9Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!'
10Em casa, os discípulos fizeram, novamente,
perguntas sobre o mesmo assunto.
11Jesus respondeu:
'Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra,
cometerá adultério contra a primeira.
12E se a mulher se divorciar de seu marido
e casar com outro, cometerá adultério.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mc 10, 1-12
A nossa vida é condicionada por leis que os homens fizeram, às quais nós devemos nos submeter para viver na legalidade. Porém, devemos ter consciência do fato de que, nem tudo o que é legal, é justo, no sentido pleno da palavra. Podemos citar alguns exemplos como a questão dos juros: é legal para o banco pagar menos de 1% ao mês para cadernetas de poupança e cobrar mais de 10% ao mês por empréstimos que realiza. É legal na sociedade brasileira o divórcio que, perante os olhos de Deus, não conduz o homem à justiça, mas sim ao pecado e à morte, pois desrespeita compromissos e direitos de cônjuges, filhos, da comunidade eclesial e da própria sociedade.
Fonte CNBB


Só o amor baseado em Deus resiste ao tempo
HOMILIA

As paixões passam, mas o amor baseado em Deus permanece e amadurece com o tempo. Por isso precisamos lutar contra essa visão descartável ensinada pelo mundo de que  “o amor vale enquanto dura, enquanto um suporta o outro”.

”Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!” (Mc 10,7-8).

A Igreja nos chama à atenção para os tempos em que nós vivemos, no qual se dissemina por toda parte a chamada: ”epidemia do divórcio”. O casamento virou uma coisa descartável, a união sem compromisso de vida parece que está em moda. E hoje nós olhamos para a Palavra de Deus, para aquilo que o Evangelho nos propõe e perguntamos: “O casamento, segundo a vontade de Deus, é impossível de ser vivido?” Impossível não, porque nada é impossível para aquele que crê em Deus! Mas sabemos que não é fácil construir uma vida a dois por toda a vida, porque isso exige compromisso das duas partes, exige responsabilidade, fidelidade e consciência das duas partes daquilo que se propuseram a viver.

Mas o que o Evangelho nos propõe não é uma ”utopia”, porque há muitos casais que, mesmo em meio às lutas e aos desafios da vida, conseguem levar a termo o seu casamento. Não quero jogar pedras em ninguém, nem julgar, quanto menos condenar ninguém. Muito pelo contrário, quero acolher com todo amor do meu coração as diversas realidades de casamento de casais que lutaram, lutaram e, de repente, a união deles não deu certo.

O que devemos fazer é propor o caminho, propor a direção da vida, assim como nos propôs Nosso Mestre e Nosso Senhor Jesus Cristo. O casamento é um compromisso para toda a vida. Por isso precisamos lutar, justamente, contra essa visão descartável ensinada pelo mundo de que “o amor vale enquanto dura, enquanto um suporta o outro”.

O amor se renova, se desdobra e recomeça, por isso se deve lutar por ele! É importante que nós não percamos a visão neste mundo em que já não vemos mais as coisas como Deus nos ensina.

Primeira coisa para conseguirmos isso: precisamos preparar melhor os nossos jovens para que tenham consciência dos deveres e das obrigações do matrimônio. Não podemos permitir que os nossos jovens vão para um casamento, para uma união, para um compromisso a dois, sem a consciência das responsabilidades que vêm com um matrimônio. É preciso fazê-los entender que paixões passam, mas o amor permanece e amadurece com o tempo.

Por outro lado, todos os casais, casados há um ano, há alguns meses, dias ou há muitos anos, precisam ter sempre a consciência de que há a necessidade de uma formação permanente para a vida matrimonial. E buscarem ajuda de Deus, acima de tudo, pela oração; buscarem ajuda da Igreja pelos ensinamentos dela, pela sua doutrina, e acreditarem que o amor, quando é baseado e sustentado em Deus, pode prevalecer contra todos os inimigos do matrimônio.

Deus abençoe você, seu casamento e sua família!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte http://homilia.cancaonova.com/

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sábado, 18 de fevereiro de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mc 9,41-50 - 23.02.2017

5ª-feira da 7ª Semana do Tempo Comum
23 de Fevereiro de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mc 9,41-50

É melhor entrar na Vida sem uma das mãos,
do que, tendo as duas, ir para o inferno.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 9,41-50

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
41Quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo,
não ficará sem receber a sua recompensa.
42E se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem,
melhor seria que fosse jogado no mar
com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço.
43Se tua mão te leva a pecar, corta-a!
É melhor entrar na Vida sem uma das mãos,
do que, tendo as duas, ir para o inferno,
para o fogo que nunca se apaga.
45Se teu pé te leva a pecar, corta-o!
É melhor entrar na Vida sem um dos pés,
do que, tendo os dois, ser jogado no inferno.
47Se teu olho te leva a pecar, arranca-o!
É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só,
do que, tendo os dois, ser jogado no inferno,
48'onde o verme deles não morre,
e o fogo não se apaga'.'
49Pois todos hão de ser salgados pelo fogo.
50Coisa boa é o sal.
Mas se o sal se tornar insosso,
com que lhe restituireis o tempero?
Tende, pois, sal em vos mesmos
e vivei em paz uns com os outros.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mc 9, 41-50
É muito comum ouvirmos que isso ou aquilo é escandaloso e, normalmente, quando isso acontece, o fato está relacionado com questões de sexualidade. O escândalo é muito mais do que isso. Dar escândalo significa ser ocasião de pecado para as outras pessoas, independentemente da natureza ou da forma do pecado. Jesus nos mostra no Evangelho de hoje a importância que devemos dar para os nossos atos, para que eles sejam testemunho da nossa adesão ao Reino de Deus e não uma negação da nossa adesão que tenha como conseqüência o afastamento das pessoas. Não podemos nos esquecer de que a nossa fidelidade a Jesus no nosso dia a dia é a nossa grande arma no trabalho evangelizador.
Fonte CNBB


Que nossas mãos estejam a serviço do bem e não do pecado!
HOMILIA

Por isso, coloquemos o nosso olhar, coloquemos nossas mãos, coloquemos os nossos pés a serviço do bem e não a serviço do pecado!

”Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga” (Mc 9,43-45).

A Palavra de Deus, hoje, enviada ao nosso coração, nos ajuda a refletir sobre diversos pontos da vida de um seguidor de Nosso Senhor Jesus Cristo. São diversos ensinamentos de Jesus resumidos em uma pregação, mas, vamos nos deter ao núcleo da mensagem de Jesus para nós hoje. Porque, no primeiro momento, ela parece até um desafio para a nossa compreensão, Jesus está nos propondo uma “mutilação preventiva”.

Mas o que nós  podemos tirar dessa mensagem profunda que Jesus diz a nós neste Evangelho de hoje? Porque se a mão, se o olhar e se o pé nos levam para o pecado, para o caminho do erro, o Senhor nos orienta que é melhor os tirar, os cortar, é melhor irmos deficientes e mutilados para o Reino dos Céus do que inteiros para o inferno.

A primeira coisa é que Deus está nos ensinando a nos prevenir contra as tentações. E os nossos órgãos vitais, que nos ajudam a viver e dão sentido à nossa vida, têm que nos ajudar a termos a vida em Deus. Por isso, o olho, a boca, os ouvidos, os pés, as mãos, enfim, todos os órgãos do nosso corpo, se forem bem usados nos conduzirão ao sentido pleno da vida. Mas se esses órgãos não forem bem usados, eles vão se pervertendo pelo mau uso e pelas más inclinações que existem dentro de nós.

E o que é melhor fazer então? Cuidar, assim como cuidamos da nossa saúde, da nossa higiene corporal, assim como nós cuidamos bem do nosso corpo (pelo menos, deveríamos cuidar!), nós devemos cuidar também da parte interna, daquilo que move o nosso olhar, daquilo que move os nossos  pés; daquilo que move as nossas mãos e não permitir que os nossos instrumentos para o bem sejam usados para o mal, para o pecado, para a injustiça ou para as coisas erradas.

O que nós precisamos é ter controle sobre os nossos órgãos. Cuidado com olhar de cobiça, porque se eu alimentar um mau olhar, aquele olhar depois me leva a buscar coisas erradas; me leva a desejar mal, a querer mal e cobiçar o que não me pertence. Que tenhamos cuidado por onde os nossos pés estão andando, cuidado com a nossa mão e com aquilo que ela pega.

E hoje, em um mundo com tantos avanços tecnológicos, onde a TV, a internet e as literaturas estão todas ao nosso alcance, nós precisamos estar ainda mais vigilantes para que, tudo aquilo que Deus nos deu como dom,  não nos leve para o inferno, mas sim para o céu! Por isso, coloquemos o nosso olhar, coloquemos nossas mãos, coloquemos os nossos pés a serviço do bem e não a serviço do pecado!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte http://homilia.cancaonova.com/

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Mensagens de Fé

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 16,13-19 - 22.02.2017

Cátedra de São Pedro, Apóstolo . Festa
22 de Fevereiro de 2017
Cor: Branco

Evangelho - Mt 16,13-19

Tu és Pedro e eu te darei as
chaves do Reino dos Céus.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 16,13-19

Naquele tempo:
13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe
e ali perguntou aos seus discípulos:
"Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?"
14Eles responderam:
"Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias;
Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas".
15Então Jesus lhes perguntou:
"E vós, quem dizeis que eu sou?"
16Simão Pedro respondeu:
"Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo".
17Respondendo, Jesus lhe disse:
"Feliz es tu, Simão, filho de Jonas,
porque não foi um ser humano que te revelou isso,
mas o meu Pai que está no céu.
18Por isso eu te digo que tu és Pedro,
e sobre esta pedra construirei a minha Igreja,
e o poder do inferno nunca poderá vencê-la.
19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus:
tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus;
tudo o que tu desligares na terra
será desligado nos céus".
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 16, 13-19
Os valores que Jesus pregou durante toda a sua vida e que chegaram até nós graças ao trabalho apostólico não podem ser somente objetos do nosso conhecimento, mas precisam ser encarnados na nossa vida e na nossa história. Esses valores precisam de uma mediação institucional para fazer parte da vida das pessoas. Jesus Cristo escolheu como mediação para essa encarnação a Igreja, conforme nos revela o Evangelho de hoje. Deste modo, fica claro para todos nós qual é o papel da Igreja e de todos os seus membros no processo de construção do Reino de Deus, como também a responsabilidade de todos no sentido de procurar fazer com que cada vez mais a Igreja seja fiel aos ensinamentos de Jesus.
Fonte CNBB


A AFIRMAÇÃO DE PEDRO Mt 16,13-19
HOMILIA

Na narrativa de Mateus encontramos duas de suas características dominantes. Ele acentua a dimensão messiânica de Jesus e já apresenta sinais da instituição eclesial nascente. Escreve na década de 80, quando os discípulos de Jesus oriundos do judaísmo estavam sendo expulsos das sinagogas que até então frequentavam. Ele pretende convencer estes discípulos de que em Jesus se realizam suas esperanças messiânicas moldadas sob a antiga tradição de Israel. Daí o acentuado caráter messiânico atribuído a Jesus por Mateus. Os cristãos, afastados das sinagogas, começam a estruturar-se em uma instituição religiosa própria, na qual a figura de referência é Pedro, já martirizado em Roma. Pedro é apresentado como o fundamento da Igreja e detentor das chaves do Reino dos Céus.

Ó Deus, hoje nos concedeis a alegria de festejar S. Pedro e S.Paulo… apóstolos que nos deram as primícias da fé. Estamos aqui como Igreja a reconhecer a unidade de fé que viveram na diversidade de missão. Por isso os celebramos juntos. Sua fé em Jesus foi força que encontraram para suas vidas e para sua missão. O Espírito moldou seus corações de tal modo que puderam, como diz Paulo, dizer: “Para mim, viver é Cristo” (Fl 1,21). Pedro faz a primeira expressão de fé do discípulo: “Tu és o Messias, o Filho de Deus Vivo” (Mt 16.16). Eu tenho a tentação de ver Pedro mais ligado à tradição e Paulo como um tipo mais avançado e rebelde. Os dois eram parecidos. Vemos Pedro romper com a tradição judaica e entrar em casa de pagãos consciente de que não devia chamar de impuro o que Deus declarara puro (At 10,15). Pedro abre as portas do paganismo ao Evangelho, no Concílio de Jerusalém, tachando a tradição judaica de um jugo impossível de suportar (At.15,10). Era uma grande libertação que fazia dentro de si mesmo pela ação do Espírito. Essa posição liberou a Igreja. Esse ato dá liberdade total a Paulo para evangelizar os pagãos (v.12). Paulo tão forte na liberdade, mantém tradições judaicas como cortar cabelos para cumprir um voto (At 18,18) e, por causa dos judeus, circuncidar Timóteo que tinha pai grego (At 16,3). A fé professada por Pedro se dá em um momento crucial da vida de Jesus, e O anima a seguir rumo à Paixão. Pedro recebe uma bem-aventurança: “Feliz és tu Simão, pois não foi um ser humano que te revelou isso, mas meu Pai que está nos céus”. Tem o dom de ser pedra de alicerce sobre a qual Jesus constrói a Igreja e lhe dá o poder de ligar e desligar (Mt 16,17-19). Paulo reconhece a ação do Espírito: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé” (2Tm 4,7).

Deram a vida pela Igreja e por Cristo. Rezamos no prefácio: “Unidos pela coroa do martírio, recebem igual veneração”. Eles têm consciência durante sua vida de que a perseguição que sofrem é por causa do Evangelho. Herodes desencadeou a perseguição sobre a Igreja; Matou Tiago e prendeu Pedro para apresentá-lo ao povo e ser morto. Ele foi libertado da prisão por um anjo (At 12,1-11). Paulo tem consciência do fim: “Já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida” (2Tm 4,8). Os dois têm a experiência de que são protegidos pelo Senhor: “O Senhor esteve a meu lado e me deu forças” (v. 17); Pedro reconhece: “Agora sei que o Senhor enviou seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava” (v.11).

O ensinamento desta festa à Igreja é a abertura à tradição e ao acolhimento da novidade para ser fiel. A Igreja tem que se voltar sempre para o dinamismo destes dois homens que deram a vida pelo evangelho. Eles nos ensinam. Não podemos ficar na superficialidade e celebrar sem refletir o que os fez grandes. Eles não só são colunas da fé, mas também dão rumos para seu futuro. Vivemos tempos nos quais há tendências de voltar à tradição pela tradição e à novidade pela novidade. Mas devemos partir da fé que professamos em cada celebração.

A Igreja celebra Pedro e Paulo no mesmo dia porque trabalharam na unidade da fé e na diversidade de modalidades. Sua força apostólica está na fé em Jesus. Pedro e Paulo não se diferem pelo apego à tradição ou inovação, mas pelo campo. Ambos têm a tradição que preserva e a inovação que assume caminhos novos. Ambos vivem da fé.

Unidos pelo martírio recebem igual veneração. Sofrem por causa do Evangelho. Herodes prende Pedro e Paulo está preso em Roma com a consciência de ter combatido o bom combate e guardado e fé. Ambos sabem que o Senhor esteve sempre com eles.

O ensinamento desta festa é a abertura à tradição e o acolhimento da novidade para ser fiel. Eles são colunas da Igreja, mas também dão rumos. Há tendência de voltar à tradição pela tradição ou ir à novidade pela novidade. Como Pe. Vitor Coelho dizia: a Igreja não é de bronze, pois enferruja. É uma árvore que cresce porque tem ramos novos e permanece porque tem tronco.

Celebrando S. Pedro e S. Paulo nós celebramos a ação de Deus em Jesus para implantar o seu Reino no mundo. Ele usou duas luvas de briga: uma grosseira, Pedro, e outra mais caprichada, Paulo. Por que essa diferença?

Os dois implantaram a Igreja de Deus em dois mundos diferentes, mundo judeu e mundo pagão. Missão diferente, mas o mesmo fim. Diferente é o modo de compreender a fé. Isso enriquece. O judaísmo tende ao ritualismo; o paganismo tende a um modo mais livre de vida. A Igreja se enriquece com esses dois modos de entender.

Eles se fundam na fé. Pedro e Paulo vivem Jesus. Mesmo passando na boca do leão, foram salvos e preservados. Deram a vida por Jesus. Eles falavam grosso e tinham o que dizer sobre Deus. Eu e você, o que temos feito no que toca a nossa fé em Deus?

Pai consolida minha fé, a exemplo do apóstolo Pedro que, em meio às provações, soube dar, com o seu martírio, testemunho consumado de adesão a Jesus.
Fonte http://homilia.cancaonova.com/

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