quinta-feira, 2 de julho de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Jo 20,24-29 - 03.07.2015 - Meu Senhor e meu Deus!

São Tomé, Apóstolo . Festa
Cor: Vermelho

Evangelho - Jo 20,24-29

Meu Senhor e meu Deus!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20,24-29

24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze,
não estava com eles quando Jesus veio.
25Os outros discípulos contaram-lhe depois:
"Vimos o Senhor!".
Mas Tomé disse-lhes:
"Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos,
se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos
e não puser a mão no seu lado, não acreditarei"
26Oito dias depois,
encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa,
e Tomé estava com eles.
Estando fechadas as portas, Jesus entrou,
pôs-se no meio deles e disse:
"A paz esteja convosco".
27Depois disse a Tomé:
"Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos.
Estende a tua mão e coloca-a no meu lado.
E não sejas incrédulo, mas fiel".
28Tomé respondeu: "Meu Senhor e meu Deus!"
29Jesus lhe disse: "Acreditaste, porque me viste?
Bem-aventurados os que creram sem terem visto!"
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 20,24-29
A fé é, essencialmente, testemunho

Na devoção popular habituou-se a rotular Tomé como o homem da dúvida, teimoso ou incrédulo. Mas a compreensão do relato de Tomé não pode ser prisioneira da tradição popular que, ainda que legítima, não faz jus à riqueza da perícope. Cremos que a seguinte pergunta pode nos ajudar a entrar na mensagem pretendida pelo autor do relato: Como se chega à fé em Jesus Cristo ressuscitado dentre os mortos? Tomé não crê no testemunho dos outros discípulos que fizeram a experiência de que Jesus ressuscitado estava presente no meio deles. Tomé tinha a pretensão de chegar à fé por si mesmo. Aí reside, de fato, o problema, pois a fé é, essencialmente, testemunho. Por isso, o Senhor repreende Tomé e, por ele, a comunidade cristã. É através do testemunho que se chega à fé e que se pode experimentar os efeitos da ressurreição do Senhor. A fé é tradição e, como tal, supõe o dinamismo de recepção e transmissão. Tomé, contudo, nos ensina, ao desejar ver as marcas dos pregos nas mãos e o lado do Senhor que fora transpassado, que a ressurreição não anula a paixão do Senhor. O Cristo ressuscitado traz consigo as marcas de sua paixão.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj

Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=03%2F07%2F2015#ixzz3ekPaqCYj 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 


JESUS E TOMÉ Jo 20,24-29
HOMILIA

Este Evangelho nos chama atenção pela falta de fé do discípulo Tomé que por tanto tempo acompanhou Jesus, que conviveu lado a lado, que partilhou dos mesmos ideais do Mestre.

Ora, pois, bem! Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Só este discípulo estava ausente; e, ao voltar e ouvir contar o que acontecera, negou-se a acreditar no que ouvia. Veio outra vez o Senhor e apresentou ao discípulo incrédulo o seu lado para que lhe pudesse tocar, mostrou-lhe as mãos e, mostrando-lhe também a cicatriz das suas chagas, curou a ferida daquela incredulidade. Que pensais, irmãos caríssimos, de tudo isto? Julgais porventura ter acontecido por acaso que aquele discípulo estivesse ausente naquela ocasião, que ao voltar ouvisse contar, que ao ouvir duvidasse que ao duvidar tocasse e que ao tocar acreditasse?

Tudo isto não aconteceu por acaso, mas por disposição da providência divina. A bondade de Deus atuou de modo admirável, a fim de que aquele discípulo que duvidara, ao tocar as feridas do corpo do seu Mestre curasse as feridas da nossa incredulidade. Mais proveitosa foi para a nossa fé a incredulidade de Tomé do que a fé dos discípulos que não duvidaram; porque, enquanto ele é reconduzido à fé porque pôde tocar, a nossa alma põe de parte toda a dúvida e confirma-se na fé. Deste modo, o discípulo que duvidou e tocou, tornou-se testemunha da realidade da ressurreição. Tocou e exclamou: Meu Senhor e meu Deus. Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, acreditaste.

A incredulidade de Tomé chocou até mesmo os outros discípulos. Mas entenderam a atitude do amigo, afinal nem eles mesmos haviam acreditado que Cristo iria ressuscitar ao terceiro dia, apesar de terem presenciado a ressurreição de Lázaro após quatro dias de morto. Como não teria poder para ressuscitar a Si mesmo para a Glória de Deus?

Jesus, com sua bondade infinita, pediu a Tomé que tocasse em suas chagas, mas não foi preciso, alí mesmo Ele reconheceu o poder imenso do Filho de Deus, que desceu à mansão dos mortos e veio a ressuscitar para também nos ressuscitar das trevas.

Como o apóstolo Paulo diz: A fé é o fundamento dos bens que se esperam, a prova das realidades que não se vêem, torna-se claro que a fé é a prova da verdade daquelas coisas que não podemos ver. Pois aquilo que se vê já não é objeto de fé, mas de conhecimento direto. Então, se Tomé viu e tocou, porque é que lhe diz o Senhor: Porque me viste, acreditaste? É que ele viu uma coisa e acreditou noutra. A divindade não podia ser vista por um mortal. Ele viu a humanidade de Jesus e fez profissão de fé na sua divindade exclamando: Meu Senhor e meu Deus. Portanto, tendo visto acreditou, porque tendo à sua vista um homem verdadeiro, exclamou que era Deus, a quem não podia ver.

A falta de fé muitas vezes nos deixa cegos para o amor, nos deixa cegos para reconhecer Jesus como o verdadeiro Messias e Salvador, a falta de fé nos deixa cegos para reconhecer em cada irmão necessitado a presença viva de Jesus, a falta de fé nos deixa cegos para amar o próximo, a falta de fé nos deixa cegos para crer que a PAIXÃO, MORTE e RESSURREIÇÃO de Jesus foi em nome de toda a humanidade.

Muita alegria nos dá o que se segue: Felizes os que não viram e acreditaram. Por esta frase, não há dúvida que somos nós especialmente visados, pois não O vimos em sua carne, mas possuímo-l’O no nosso espírito. Somos nós visados, desde que as obras acompanhem a nossa fé. Na verdade só acredita verdadeiramente aquele que procede segundo a fé que professa. Pelo contrário, daqueles que têm fé apenas de palavras, diz São Paulo: Professam conhecer a Deus, mas negam-n’O por obras. A este respeito diz São Tiago: A fé sem obras é morta!
Fonte Canção Nova

quarta-feira, 1 de julho de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mt 9,1-8 - 02.07.2015 - A multidão glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

5ª-feira da 13ª Semana Tempo Comum
Cor: Verde

Evangelho - Mt 9,1-8

A multidão glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9,1-8

Naquele tempo:
1Entrando em um barco,
Jesus atravessou para a outra margem do lago
e foi para a sua cidade.
2Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama.
Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico:
'Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!'
3Então alguns mestres da Lei pensaram:
'Esse homem está blasfemando!'
4Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse:
'Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações?
5O que é mais fácil, dizer:
'Os teus pecados estão perdoados',
ou dizer: 'Levanta-te e anda'?
6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem
tem na terra poder para perdoar pecados,
- disse, então, ao paralítico -
'Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa.'
7O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa.
8Vendo isso, a multidão ficou com medo
e glorificou a Deus,
por ter dado tal poder aos homens.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 9, 1-8

Onde é mais fácil que vejamos a ação de Deus na nossa vida, quando Deus realiza uma cura ou nos concede alguma graça pela qual suplicamos ou fizemos promessas ou quando ele perdoa os nossos pecados? É claro que ao lermos este texto, afirmamos que é quando ele perdoa nossos pecados, mas a gente não vê as pessoas celebrarem ações de graças quando são perdoadas e sempre vemos celebrações em ação de graças por curas, conquistas e coisas do gênero. Isto tudo nos mostra que intelectualmente sabemos as coisas certas, mas existencialmente vivemos subordinados aos valores do mundo, de modo que somos pessoas divididas entre o que falamos e o que de fato acreditamos. O Evangelho de hoje é para todos nós um convite: precisamos de fato enxergar mais além para valorizarmos mais os verdadeiros dons que Deus nos concede.
Fonte CNBB



JESUS E O PARALÍTICO Mt 9,1-8
HOMILIA

A cura do paralítico nos é contada também pelos evangelistas Marcos (2,1-12) e Lucas (5,17-26). Marcos apresenta a história do paralítico com mais particularidades. Nos diz que os portadores do leito sobre o qual jazia o paralítico, não podendo apresentar o doente a Jesus por causa da multidão.

São todos particulares que não pertencem à historia em si, mas ao modo de apresentá-la. Na sua versão, Mateus estiliza a cena reduzindo-a ao essencial, omitindo todos os particulares. A chave para descobrir a intenção de Mateus está nas palavras de Jesus: Vendo a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: Meu filho, coragem! Teus pecados te são perdoados.

Neste texto, Mateus quer afirmar que Jesus tem o poder de perdoar os pecados. A cura do paralítico comprova esse poder. Além de ter o poder de perdoar os pecados, Jesus demonstra que tem um poder mais forte, que é aquele de penetrar os pensamentos dos escribas, sem que alguém lhe contasse, e disse-lhes: Por que pensais mal em vossos corações?

Por sua vez, Jesus, possui um conhecimento sobre-humano, sobrenatural, doado-lhe pelo Espírito Santo. Em outros momentos Jesus dirá: Vocês vêem as aparências. Eu vejo o coração. Este conhecimento sobrenatural de Jesus demonstra que Ele tem também uma dignidade única e que justifica o seu poder também único, aquele de perdoar os pecados.

Quando Jesus quer demonstrar que tem o poder sobre o pecado, o paralítico passa em segundo plano, como se não interessasse mais o paralítico curado, e sim para que saibais que o Filho do homem tem o poder de perdoar os pecados.

A razão da cura do paralítico que ouviu as palavras de Jesus levanta-te… toma a maca e volta para tua casa, é demonstrar a saúde eterna; o perdão dos pecados é mais importante do que a saúde do corpo.

Mateus, além de demonstrar o poder de Jesus, quer realçar a fé daquela multidão que se aproximou de Jesus, atraída a Ele justamente por causa deste poder. Fé tão grande que venceu todas as dificuldades. Fé que é confiança ilimitada no poder de Jesus, posto a serviço do ser humano.

Por fim, Mateus, depois de nos contar a cura e o perdão dos pecados do paralítico, nos fala daquela multidão que, diante deste milagre de Jesus, ficou com medo, glorificou a Deus por ter dado tal poder aos homens.

O poder de Jesus de perdoar os pecados foi passado aos seus discípulos-apóstolos, quando ao ressuscitar dos mortos e aparecendo-lhes, disse-lhes: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós”. Depois destas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (João 20, 21-23).

Antes Pedro, à pergunta de Jesus: “No dizer do povo, quem é o Filho do homem?” E aos seus discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. E Jesus disse a Pedro: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus: Tudo o que ligares na Terra, será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra, será desligado nos céus (Mt16,13-19).

Portanto, a Igreja de Cristo e na Igreja os homens escolhidos por Cristo, têm a missão de administrar o sacramento do perdão. Não são eles que perdoam. Mas é Cristo que o faz na pessoa do Sacerdote. Este poder de perdoar os pecados é inseparável da pessoa de Cristo e da Sua Igreja, Uma, Santa Católica e Apostólica.

Pai, que minha fé ilimitada em teu Filho Jesus seja penhor de perdão e cura. Que o poder de Jesus me cure a partir do meu interior.
Fonte Canção  Nova

terça-feira, 30 de junho de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mt 8,28-34 - 01.07.2015 - Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?

4ª-feira da 13ª Semana Tempo Comum
Cor: Verde

Evangelho - Mt 8,28-34

Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8,28-34

Naquele tempo:
28Quando Jesus chegou à outra margem do lago,
na região dos gadarenos,
vieram ao seu encontro dois homens possuídos pelo demônio,
saindo dos túmulos.
Eram tão violentos,
que ninguém podia passar por aquele caminho.
29Eles então gritaram:
'O que tens a ver conosco, Filho de Deus?
Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?'
30Ora, a certa distância deles,
estava pastando uma grande manada de porcos.
31Os demônios suplicavam-lhe:
'Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos.'
32Jesus disse: 'Ide.'
Os demônios saíram, e foram para os porcos.
E logo toda a manada atirou-se monte abaixo
para dentro do mar, afogando-se nas águas.
33Os homens que guardavam os porcos fugiram
e, indo até à cidade, contaram tudo,
inclusive o caso dos possuídos pelo demônio.
34Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus.
Quando o viram,
pediram-lhe que se retirasse da região deles.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 8, 28-34
Apesar de toda evidência do amor de Jesus, existem pessoas que não o aceitam, e fazem isso porque consideram a aceitação de Cristo e de suas exigências como perda de algo a que estão apegados como uma verdadeira idolatria. Para os gadarenos, parece que é melhor ficar com os porcos, mesmo que seja com o diabo junto, do que aceitar um irmão resgatado e reconhecer a manifestação do amor salvífico de Deus. De fato, rejeitar Jesus em vista de algum bem material constitui-se em uma atitude diabólica, uma verdadeira idolatria.
Fonte CNBB



O QUE QUERES DE NÓS, VIESTE PARA NOS PERDER? Mt 8,28-34
HOMILIA

A Bíblia descreve pelo menos 39 milagres que Jesus realizou durante o Seu Ministério Público, e vários outros milagres com ele, são descritos, como seu nascimento, Transfiguração, Ressurreição e Ascensão. Esta apresentação dá uma sequência cronológica dos Milagres, tal como foi apresentado nos quatro Evangelhos. Cada evento inclui a referência adequada escritural. Além disso, a localização dos eventos é indicada, para melhor seguir as viagens do Senhor, enquanto Ele estava na Terra.

Na época de Jesus, muitas enfermidades internas eram interpretadas como possessões demoníacas. Por isso, para eles, o sinal mais evidente da chegada do Reino era a vitória sobre essas forças do mal que provocava muito sofrimento. Esses demônios faziam o homem escravo e os levavam a viver fora da realidade, como morar em cemitério, ser agressivo, quebrar grilhões e se ferirem.

O endemoniado sabe da origem, do poder e da ação de Jesus. Sabe e conhece os relatos das curas que Cristo realizava, por isso O pergunta: Filho de Deus, o que o Senhor quer de nós? O Senhor veio aqui para nos castigar antes do tempo? Se o Senhor vai nos expulsar, nos mande entrar naqueles porcos!

Em duas palavras: Pois vão! Jesus responde e Suas palavras produzem efeito. O homem fica curado. Jesus ao curá-lo devolve o direito de convívio com a comunidade, realizando assim a chegada do Reino também para quem não acreditava. Assim, se entende que a salvação não é somente para um povo ou uma religião, é para todos. Quanto aos prejuízos causados pela morte dos porcos devido a expulsão dos demônios, quero crer que foi por misericórdia para com os donos desses animais, que Jesus permitira lhes sobreviesse o prejuízo. É que eles se achavam absorvidos em coisas terrestres, e não se importavam com os grandes interesses da vida espiritual. Cristo desejava quebrar o encanto da indiferença egoísta, a fim de lhe poderem aceitar a graça que redime e salva proporcionando-lhes a vida eterna.

E a atitude dos moradores ao expulsarem Jesus da sua região, foi uma recusa total da salvação trazida por Ele. Oxalá, reconhecendo o poder de Jesus, o projeto de vida eterna, na pessoa de Jesus entre nós, cantemos a Deus um hino de louvor e de ação de graças!

Gritarmos, como aqueles dois homens o que o Senhor quer de nós? Só que sem desespero, porque Ele não veio para nos perder, mas para nos ganhar eternamente. Seu projeto é de vida eterna.

Pai coloca-me bem junto de teu Filho Jesus, para que as forças do mal não prevaleçam contra mim nem me mantenham prisioneiro de seu poder opressor.
Fonte Canção Nova

segunda-feira, 29 de junho de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mt 8,23-27 - 30.06.2015 - Levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria.

3ª-feira da 13ª Semana Tempo Comum
Cor: Verde

Evangelho - Mt 8,23-27

Levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8,23-27

Naquele tempo:
23Jesus entrou na barca,
e seus discípulos o acompanharam.
24E eis que houve uma grande tempestade no mar,
de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas.
Jesus, porém, dormia.
25Os discípulos aproximaram-se e o acordaram,
dizendo: 'Senhor, salva-nos,
pois estamos perecendo!'
26Jesus respondeu:
'Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?'
Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar,
e fez-se uma grande calmaria.
27Os homens ficaram admirados e diziam:
'Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 8, 23-27
A nossa vida é constantemente marcada por turbulências que nem sempre são fáceis de serem vencidas, sendo que algumas vezes temos a impressão de que seremos engolidos. São situações que nos desafiam e exigem de nós muito mais do que somos capazes de realizar. É justamente nessas situações que a nossa fé deve falar mais alto. É claro que devemos reconhecer a nossa impotência diante de determinadas situações, mas a vida de quem realmente crê em Deus não pode ser marcada pelo medo, pela covardia ou pela transferência da responsabilidade do dia a dia para Deus. É assumir com coragem os desafios na certeza de que Deus é o grande parceiro e que seremos sempre vitoriosos porque não realizamos uma obra que é nossa, mas somos protagonistas de uma obra que é o próprio Deus quem realiza.
Fonte CNBB



JESUS ACALMA O VENTO E AS ONDAS DA SUA VIDA Mt 8,23-27
HOMILIA

Jesus estava atravessando o lago da Galiléia, saindo de Carfanaum e indo para Gadara. Ele dormia, estava cansado, porque naquele mesmo dia havia curado muitos enfermos. A tempestade era típica daquela região. Os pescadores entraram em desespero assim que a tempestade começou, acordaram Jesus e Ele fez o mar se acalmar. Muitas vezes somos como os discípulos, no meio de muitas provações esqueceram quem estava com eles, guiando o seu barco e a sua vida!

Assim como eles, muitas vezes também eu e você vemos que durante a nossa caminhada cristã enfrentamos diversas provações. Em 2 Co 14,17 Paulo afirma: “Pois nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais que todos eles”.

Deus opera em nossa vida, para desenvolver o nosso caráter, nos moldar e aperfeiçoar. Por mais que você peque, erre feio, Ele nunca vai desistir de você. Jesus veio para morrer pela sua vida, seus pecados, e hoje você pode comemorar isso com Ele, em uma caminhada íntima.

Durante o nosso dia-a-dia, enfrentamos diversas provações todo o tempo, essas dificuldades nos forçam a olhar para Deus e a depender Dele em vez de confiar em nós mesmos. Não importa o tamanho da sua “onda”, do seu problema ou da sua provação, Deus vai estar lá para ajudar você a enfrentá-la.

Jesus estava dormindo e os discípulos acharam que pelo fato Dele está dormindo, eles iriam perecer, morrer na tempestade. Eles estavam estranhando a calma de Jesus, o Seu silêncio, durante toda a tempestade. Mas Ele não iria deixar de agir! Deus age, por mais que para você Ele esteja parecendo em silêncio! Em Is. 8:17 diz: “Ele se escondeu do seu povo, mas eu confio Nele e Nele ponho minha esperança”. Devemos amá-lo durante todo tempo! Por mais que Ele pareça distante! Devemos confiar e entregar os nossos planos nas mãos Dele. Precisamos dizer: “Senhor que os Teus planos, sejam o objetivo da minha vida”; “Eu preciso diminuir para que somente Tu cresça dentro de mim”. Esse “distanciamento” ou “silêncio” de Deus, está relacionado a maturidade da sua amizade com Ele. Então, você pode se perguntar: “Senhor qual o meu problema?” O Seu problema?! Você pára para pensar, e analisar, talvez, você esteja pegando a onda errada, tomando um rumo que não vai de acordo com os planos de Deus na sua vida, como por exemplo, a onda do mundo, buscando coisas erradas, que magoam o coração de Deus! Então, Ele se cala para você refletir sobre suas atitudes, e voltar a buscá-lo verdadeiramente.

Não procure somente uma experiência com Deus, busque a Ele acima de tudo! Ele quer que você confie Nele. A fé agrada a Deus! Diga a Deus como você está se sentindo. Confie que Deus cumprirá Suas promessas. Não esqueça que Jesus desistiu de todas as coisas para que você pudesse ter todas as coisas. Ele morreu para que você tivesse vida e vida em abundância! E pudesse ter a oportunidade de fazer coisas que você gosta, seja surfar, jogar, correr… E esse já é um bom motivo, motivo suficiente para o seu agradecimento contínuo, e uma vida de louvor e consagração! Deus sabe como você se sente! Ele está decidido a acalmar as tempestades, os ventos e as ondas que assolam e abalam a barca da tua vida, da tua casa e de toda a tua família. Veja o que está escrito em Hb. 13,5: “Deus mesmo disse: Nunca os deixarei e jamais os abandonarei”. Portanto, coragem! Alegra-se! Ele está com você, entregue tudo nas mãos Dele, seus sonhos e planos… Espere com paciência no nosso Senhor que Ele agirá em seu favor!

Pai põe no meu coração a certeza de que o Ressuscitado está comigo e me dá força nos momentos de tribulação. E, assim, eu dê provas de que a minha fé é sólida.
Fonte Canção Nova

domingo, 28 de junho de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mt 8,18-22 - 29.06.2015 - Segue-me!

2ª-feira da 13ª Semana Tempo Comum
Cor: Verde

Evangelho - Mt 8,18-22

Segue-me!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8,18-22
Naquele tempo;
18Vendo uma multidão ao seu redor,
Jesus mandou passar para a outra margem do lago.
19Então um mestre da Lei aproximou-se e disse:
'Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás.'
20Jesus lhe respondeu:
'As raposas têm suas tocas
e as aves dos céus têm seus ninhos;
mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.'
21Um outro dos discípulos disse a Jesus:
'Senhor, permite-me
que primeiro eu vá sepultar meu pai.'
22Mas Jesus lhe respondeu:
'Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 8, 18-22
O seguimento de Jesus traz consigo uma série de implicações e exige de todos nós muito mais do que o entusiasmo ou a boa vontade. Exige disposição de deixar muita coisa para trás, inclusive o conforto, os costumes, a cultura e até mesmo os grandes valores que norteiam a nossa vida. Seguir Jesus significa ter a disposição de sempre ir em frente, sempre ir além, sempre buscar o novo para que a boa nova aconteça, é uma vida marcada sempre por novos desafios, é sempre atravessar o lago e buscar a outra margem do lago onde novas pessoas esperam para serem evangelizadas. Seguir Jesus significa colocar a obra evangelizadora acima de tudo.
Fonte CNBB



SEGUIR JESUS IMPLICA ROMPIMENTO COM O PASSADO Mt 8,18-22
HOMILIA

O tema desta narrativa é o seguimento de Jesus, que Mateus insere em sua coletânea de dez milagres. O evangelista elabora sua narrativa a partir da mesma fonte (Q) que Lucas. Neste, os seguidores de Jesus seriam samaritanos, pois o episódio ocorre na Samaria.

Nesta fala, a figura do pai simboliza as tradições familiares que se perpetuam a fim de manter privilégios religiosos, sociais e econômicos, os quais favorecem as regalias e o enriquecimento de minorias e a subserviência de maiorias excluídas e oprimidas. Jesus propõe a ruptura com estas tradições.

Atualizando este texto para nós hoje diria que estamos diante de dois fatos importantíssimos como Cristãos chamados a seguir as pegadas do Mestre: tu vens e segue-me. A opção de seguir Jesus não é minha iniciativa pessoal. É ele que me chama e me consagra para a missão. Depois que ele me chamou eu sabendo as exigências da missão responder sim incondicionalmente. Ora vejamos o que se segue.

Primeiro um escriba que se aproxima, afirmando sua determinação de seguimento incondicional de Jesus: Mestre, estou pronto a seguir o senhor para qualquer lugar aonde o senhor for. A resposta de Jesus é uma advertência para uma tomada de posição consciente quanto à opção pelo seu seguimento. Apela pelo abandono total de si mesmo e renúncia aos bens materiais: as raposas têm as suas covas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas o Filho do Homem não tem onde descansar.

Quem realmente quer seguir Jesus deve abandonar e renunciar tudo e confiando-se somente nas mãos providentes de Deus. Jesus a firmar o Filho do Homem, Jesus, que não tem onde repousar a cabeça. Quer-nos ensinar e levar a aderir ao abandono total nas mãos do Pai.

O segundo, é o caso de um dos discípulos que quer ganhar tempo e pede que Jesus permita enterrar o pai: Senhor deixe-me primeiro ir enterrar meu pai. Pai aqui, não se aplica no sentido biológico. Mas na permanência das tradições Judaicas dos seus antepassados, presos à Lei, que ao em vez de salvar e libertar o homem mata e escraviza. Para nós é estar preso as nossas idéias egoísticas, no orgulho, na vaidade, na preguiça, no individualismo, na nossa tibieza, em fim nas inúmeras desculpas que nós damos no nosso dia-a-dia para não nos consagrarmos ao ministério do Senhor como discípulos e missionários d’Ele.

Do mesmo modo que Jesus insistiu com aquele jovem assim insiste comigo e contigo e diz: deixe que os mortos sepultem os seus mortos e tu vens e segue-me. O chamado de Jesus não está no futuro. Mas sim no presente. O tempo é hoje e a hora é agora! Deixe que os espiritualmente mortos cuidem dos seus próprios mortos.

Há pessoas que vivem esperando as coisas se ajeitaram para depois servirem a Deus. Eu e tu meu irmão minha irmã não temos nem o poder, nem o dever tão pouco o direito de dizer não. Portanto, levanta-te e segue Jesus. Ele é o teu Deus e o teu Senhor.

Pare dar desculpas furadas. Quero que saibas que quando obedecemos a um chamado de Deus, Ele é poderoso para suprir nossas necessidades e nos orientar em toda espécie de dificuldades relacionadas ao Seu chamado para nossas vidas.

Rompa, pois com todas as barreiras que vedam os seus olhos para não enxergar o projeto de Deus sobre ti. Entenda que o seguir Jesus significa uma ruptura pura e simples com as antigas tradições mortas que não favorecem a vida e aderir ao amor vivificante do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Pai confronta-me, cada dia, com as exigências do discipulado, e reforça minha disposição para enfrentá-las com a tua graça.
Fonte Canção Nova

quinta-feira, 25 de junho de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mt 16,13-19 - 28.06.2015 - Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos Céus.

São Pedro e São Paulo, Apóstolos . Solenidade
Cor: Vermelho

Evangelho - Mt 16,13-19

Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos Céus.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 16,13-19

Naquele tempo:
13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe
e ali perguntou aos seus discípulos:
"Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?"
14Eles responderam:
"Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias;
Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas".
15Então Jesus lhes perguntou:
"E vós, quem dizeis que eu sou?"
16Simão Pedro respondeu:
"Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo".
17Respondendo, Jesus lhe disse:
"Feliz es tu, Simão, filho de Jonas,
porque não foi um ser humano que te revelou isso,
mas o meu Pai que está no céu.
18Por isso eu te digo que tu és Pedro,
e sobre esta pedra construirei a minha Igreja,
e o poder do inferno nunca poderá vencê-la.
19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus:
tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus;
tudo o que tu desligares na terra
será desligado nos céus".
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão -  Mt 16,13-19
Pela fé a Igreja é revestida da luz do ressuscitado

Junto com a festa de S. Pedro e S. Paulo, celebramos a festa do que a Igreja é: Corpo de Cristo, testemunha de Jesus Cristo (At 1,8), testemunha da vitória de Cristo sobre o mal e todas as manifestações e sobre a morte. Ao celebrarmos num mesmo dia a festa desses dois mártires, tão diferentes entre si, mas unidos pelo mesmo amor à pessoa de Jesus, amor que os levou a entregar a própria vida, celebramos também a diversidade da Igreja e o desafio de construir a comunhão eclesial. Um e outro puderam experimentar uma profunda e radical transformação em suas vidas. Pedro foi encontrado pelo Senhor, às margens do mar da Galileia, enquanto, com seu irmão André, lavavam as redes, depois de uma noite de pesca. A partir desse primeiro encontro, teve início um longo caminho de transformação radical da sua vida, que o levou a essa magnífica expressão de sua adesão radical a Jesus: “... Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo” (Jo 21,17). Paulo, de perseguidor implacável da Igreja de Cristo, foi iluminado pelo Senhor no caminho de Damasco. Essa iluminação, num primeiro momento, o cegou para fazê-lo compreender que todo o passado dele sem Cristo era uma grande cegueira. A luz que surpreendeu Paulo o cegou para dar a ele uma nova luz, a luz do Cristo ressuscitado, a iluminação que é dada como fruto da fé no Senhor vencedor do mal e da morte. A fé da Igreja está apoiada na rocha da fé de Pedro e no testemunho daqueles que com Pedro foram testemunhas oculares de tudo o que Jesus fez e ensinou. Pela fé a Igreja é revestida da luz do Cristo ressuscitado e, pela graça do mesmo Cristo, é herdeira de sua vitória (cf. Ap 12,1-6). Deles e de todos os que viveram o tesouro da fé a ponto de darem suas vidas se pode dizer que nada foi capaz de separá-los do amor de Cristo (Rm 8,35-37). Por razões diferentes, a Igreja de todos os tempos sempre foi perseguida e ameaçada. Sempre tivemos mártires. O nosso tempo, nesse aspecto, não faz exceção. Por trás do discurso de tolerância religiosa se esconde uma verdadeira rejeição aos valores verdadeiramente cristãos. Que Deus nos dê a graça e a força do Ressuscitado para que, apoiados na fé dos Apóstolos, possamos, não obstante o mundo que nos cerca, dar o verdadeiro testemunho de Cristo. E que, não obstante os momentos difíceis, as ameaças e os perigos, a Igreja continue o seu caminho. Que Deus nos conceda a graça de uma confiança inabalável nele e a graça da lealdade e da fidelidade à Igreja, construída sobre a rocha da fé de Pedro.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj

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A AFIRMAÇÃO DE PEDRO Mt 16,13-19
HOMILIA

Na narrativa de Mateus encontramos duas de suas características dominantes. Ele acentua a dimensão messiânica de Jesus e já apresenta sinais da instituição eclesial nascente. Escreve na década de 80, quando os discípulos de Jesus oriundos do judaísmo estavam sendo expulsos das sinagogas que até então frequentavam. Ele pretende convencer estes discípulos de que em Jesus se realizam suas esperanças messiânicas moldadas sob a antiga tradição de Israel. Daí o acentuado caráter messiânico atribuído a Jesus por Mateus. Os cristãos, afastados das sinagogas, começam a estruturar-se em uma instituição religiosa própria, na qual a figura de referência é Pedro, já martirizado em Roma. Pedro é apresentado como o fundamento da Igreja e detentor das chaves do Reino dos Céus.

Ó Deus, hoje nos concedeis a alegria de festejar S. Pedro e S.Paulo… apóstolos que nos deram as primícias da fé. Estamos aqui como Igreja a reconhecer a unidade de fé que viveram na diversidade de missão. Por isso os celebramos juntos. Sua fé em Jesus foi força que encontraram para suas vidas e para sua missão. O Espírito moldou seus corações de tal modo que puderam, como diz Paulo, dizer: “Para mim, viver é Cristo” (Fl 1,21). Pedro faz a primeira expressão de fé do discípulo: “Tu és o Messias, o Filho de Deus Vivo” (Mt 16.16). Eu tenho a tentação de ver Pedro mais ligado à tradição e Paulo como um tipo mais avançado e rebelde. Os dois eram parecidos. Vemos Pedro romper com a tradição judaica e entrar em casa de pagãos consciente de que não devia chamar de impuro o que Deus declarara puro (At 10,15). Pedro abre as portas do paganismo ao Evangelho, no Concílio de Jerusalém, tachando a tradição judaica de um jugo impossível de suportar (At.15,10). Era uma grande libertação que fazia dentro de si mesmo pela ação do Espírito. Essa posição liberou a Igreja. Esse ato dá liberdade total a Paulo para evangelizar os pagãos (v.12). Paulo tão forte na liberdade, mantém tradições judaicas como cortar cabelos para cumprir um voto (At 18,18) e, por causa dos judeus, circuncidar Timóteo que tinha pai grego (At 16,3). A fé professada por Pedro se dá em um momento crucial da vida de Jesus, e O anima a seguir rumo à Paixão. Pedro recebe uma bem-aventurança: “Feliz és tu Simão, pois não foi um ser humano que te revelou isso, mas meu Pai que está nos céus”. Tem o dom de ser pedra de alicerce sobre a qual Jesus constrói a Igreja e lhe dá o poder de ligar e desligar (Mt 16,17-19). Paulo reconhece a ação do Espírito: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé” (2Tm 4,7).

Deram a vida pela Igreja e por Cristo. Rezamos no prefácio: “Unidos pela coroa do martírio, recebem igual veneração”. Eles têm consciência durante sua vida de que a perseguição que sofrem é por causa do Evangelho. Herodes desencadeou a perseguição sobre a Igreja; Matou Tiago e prendeu Pedro para apresentá-lo ao povo e ser morto. Ele foi libertado da prisão por um anjo (At 12,1-11). Paulo tem consciência do fim: “Já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida” (2Tm 4,8). Os dois têm a experiência de que são protegidos pelo Senhor: “O Senhor esteve a meu lado e me deu forças” (v. 17); Pedro reconhece: “Agora sei que o Senhor enviou seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava” (v.11).

O ensinamento desta festa à Igreja é a abertura à tradição e ao acolhimento da novidade para ser fiel. A Igreja tem que se voltar sempre para o dinamismo destes dois homens que deram a vida pelo evangelho. Eles nos ensinam. Não podemos ficar na superficialidade e celebrar sem refletir o que os fez grandes. Eles não só são colunas da fé, mas também dão rumos para seu futuro. Vivemos tempos nos quais há tendências de voltar à tradição pela tradição e à novidade pela novidade. Mas devemos partir da fé que professamos em cada celebração.

A Igreja celebra Pedro e Paulo no mesmo dia porque trabalharam na unidade da fé e na diversidade de modalidades. Sua força apostólica está na fé em Jesus. Pedro e Paulo não se diferem pelo apego à tradição ou inovação, mas pelo campo. Ambos têm a tradição que preserva e a inovação que assume caminhos novos. Ambos vivem da fé.

Unidos pelo martírio recebem igual veneração. Sofrem por causa do Evangelho. Herodes prende Pedro e Paulo está preso em Roma com a consciência de ter combatido o bom combate e guardado e fé. Ambos sabem que o Senhor esteve sempre com eles.

O ensinamento desta festa é a abertura à tradição e o acolhimento da novidade para ser fiel. Eles são colunas da Igreja, mas também dão rumos. Há tendência de voltar à tradição pela tradição ou ir à novidade pela novidade. Como Pe. Vitor Coelho dizia: a Igreja não é de bronze, pois enferruja. É uma árvore que cresce porque tem ramos novos e permanece porque tem tronco.

Celebrando S. Pedro e S. Paulo nós celebramos a ação de Deus em Jesus para implantar o seu Reino no mundo. Ele usou duas luvas de briga: uma grosseira, Pedro, e outra mais caprichada, Paulo. Por que essa diferença?

Os dois implantaram a Igreja de Deus em dois mundos diferentes, mundo judeu e mundo pagão. Missão diferente, mas o mesmo fim. Diferente é o modo de compreender a fé. Isso enriquece. O judaísmo tende ao ritualismo; o paganismo tende a um modo mais livre de vida. A Igreja se enriquece com esses dois modos de entender.

Eles se fundam na fé. Pedro e Paulo vivem Jesus. Mesmo passando na boca do leão, foram salvos e preservados. Deram a vida por Jesus. Eles falavam grosso e tinham o que dizer sobre Deus. Eu e você, o que temos feito no que toca a nossa fé em Deus?

Pai consolida minha fé, a exemplo do apóstolo Pedro que, em meio às provações, soube dar, com o seu martírio, testemunho consumado de adesão a Jesus.
Fonte Canção Nova

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mt 8,5-17 - 27.06.2015 - Muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa junto com Abraão, Isaac e Jacó.

Sábado da 12ª Semana Tempo Comum
Cor: Verde

Evangelho - Mt 8,5-17

Muitos virão do Oriente e do Ocidente,  e se sentarão à mesa junto com Abraão, Isaac e Jacó.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8,5-17
Naquele tempo:
5Quando Jesus entrou em Cafarnaum,
um oficial romano aproximou-se dele, suplicando:
6'Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa,
sofrendo terrivelmente com uma paralisia.'
7Jesus respondeu: 'Vou curá-lo.'
8O oficial disse: 'Senhor,
eu não sou digno de que entres em minha casa.
Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado.
9Pois eu também sou subordinado
e tenho soldados debaixo de minhas ordens.
E digo a um : 'Vai!', e ele vai;
e a outro: 'Vem!', e ele vem;
e digo ao meu escravo: 'Faze isto!', e ele faz.'
10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado,
e disse aos que o seguiam:
'Em verdade, vos digo:
nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé.
11Eu vos digo:
muitos virão do Oriente e do Ocidente,
e se sentarão à mesa no Reino dos Céus,
junto com Abraão, Isaac e Jacó,
12enquanto os herdeiros do Reino
serão jogados para fora, nas trevas,
onde haverá choro e ranger de dentes.'
13Então, Jesus disse ao oficial:
'Vai! e seja feito como tu creste.'
E naquela mesma hora o empregado ficou curado.
14Entrando Jesus na casa de Pedro,
viu a sogra dele deitada e com febre.
15Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou.
Ela se levantou, e pôs-se a servi-lo.
16Quando caiu a tarde, levaram a Jesus
muitas pessoas possuídas pelo demônio.
Ele expulsou os espíritos, com sua palavra,
e curou todos os doentes,
17para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías:
'Ele tomou as nossas dores
e carregou as nossas enfermidades.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 8, 5-17
Ele tomou as nossas dores e carregou sobre si as nossas enfermidades. Jesus é solidário com todos os que sofrem e é sempre uma presença de amor em suas vidas. A sua presença manifesta o amor que Deus tem pelo gênero humano. Quem tem fé verdadeira é sempre capaz de ver a presença de Jesus na sua própria vida, principalmente nos momentos de sofrimento e de dor, e sente os efeitos dessa presença amorosa. O verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que manifesta a todos os que sofrem esta presença e esta solidariedade de Jesus, e o faz através do serviço, ou seja, tornando-se ele próprio uma extensão do braço amoroso de Jesus que atua nos momentos difíceis da vida de todos.
Fonte CNBB



A FÉ DO CENTURIÃO Mt 8,5-17
HOMILIA

As promessas de Deus a Abraão não eram apenas para ele, mas para toda a sua descendência; e a descendência de Abraão são todos os que, pela fé, se virão a tornar membros do povo de Deus. Assim o declarou Jesus, quando, no centurião, encontrou alguém que, não sendo descendente de Abraão segundo a carne, pois que era pagão, se tornou tal pela fé, enquanto que os que eram da descendência carnal de Abraão seriam lançados fora por não aceitarem na fé a palavra que Jesus lhes anunciava.

Entrando em Cafarnaúm, aproximou-se dele um centurião, suplicando nestes termos:

«Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico, sofrendo horrivelmente.» Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo.» Respondeu-lhe o centurião: «Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu tecto; mas diz uma só palavra e o meu servo será curado. Porque eu, que não passo de um subordinado, tenho soldados às minhas ordens e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; a outro:

‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faz isto’, e ele faz.» Jesus, ao ouvi-lo, admirou-se e disse aos que o seguiam: «Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé! Digo-vos que, do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão, Isaac e Jacob, no Reino do Céu, ao passo que os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes.» Disse, então, Jesus ao centurião:

«Vai, que tudo se faça conforme a tua fé.» Naquela mesma hora, o servo ficou curado.

Entrando em casa de Pedro, Jesus viu que a sogra dele jazia no leito com febre. Tocou-lhe na mão, e a febre deixou-a. E ela, levantando-se, pôs-se a servi-lo. Ao entardecer, apresentaram-lhe muitos possessos; e Ele, com a sua palavra, expulsou os espíritos e curou todos os que estavam doentes, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: Ele tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas dores.

A fé do centurião nasce do testemunho de amor de Jesus. Não é uma fé decorrente das tradições do judaísmo. Sua fé supera a fé de Israel. O “choro e ranger de dentes” aparece seis vezes em Mateus. É uma fórmula típica da manifestação da cólera divina contra o pecador, inspirada no Primeiro Testamento. E Mateus é o único evangelista a fazer esta interpretação teológica. Com a narrativa da expulsão de espíritos maus e das curas, Mateus associa cumprimento das profecias na pessoa de Jesus. Ele faz a inculturação de Jesus de Nazaré nas tradições do judaísmo. Cabe à ação missionária fazer a inculturação de Jesus nas diversas culturas do mundo de hoje. E os missionários de hoje sou eu, és tu meu irmão e minha irmã. A massa que temos por missão de fermentar, a carne ou o peixe que temos que salgar para não apodrecer é primeiro os da minha e tua casa, o marido, a esposa, os filhos. Depois os vizinhos, os amigos e colegas. Todos aqueles com quem nos encontramos no nosso dia a dia. Que seja uma tarefa dura e difícil já o sabemos. Mas que é possível o milagre acontecer não tenha dúvidas. Olhe para a fé do centurião.

A condição de centurião pode ser minha e tua. Assim como ele implorando pedia que Jesus fosse com ele para curar o seu empregado, assim eu e tu devemos gritar para o Senhor: vinde Senhor curar a minha doença, os meus vícios e toda a minha família
Fonte Canção Nova